domingo, 30 de novembro de 2008

Olhando para trás, onde é que está o que de bom me pode manter aqui? Mesmo agora, no presente, mesmo sem tentar fazer nada, nem bem nem mal, acabo por estragar como a ferrugem. Tremo dos pés à cabeça se penso no que me toca o futuro. Quanto mais pode uma fraca aguentar? Quantas lágrimas chorarei e deixarei por chorar até que se acabe tudo?
Vontade para nada. Sonho nenhum. Agradecimentos sinceros a todos os que tentam pôr-me um sorriso na cara, mais ainda aos que conseguem uma pequena gargalhada (às vezes tão fingida que se torna desproporcional). Desculpas por não conseguir corresponder.
Tudo inútil, porque no fundo não muda nada pedir desculpas ou agradecer. A vida não dá segundas oportunidades. Dá dias para continuar a sofrer, para recordar, para desistir sem poder fazer sequer isso. Amarras de dor.
Não há nada a fazer. Quem era já não é. Infeliz do que me conhece no agora. Estou a ser presunçosa. A diferença é eu ser mais indiferente. Seja pelo melhor.
Baixar os braços e esperar. Ela vem para todos. Há-de vir também para mim.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Estivemos todo o dia à espera. Falámos, enervámo-nos, rimo-nos, preocupámo-nos, desesperámos, mas no final ele nasceu. Porque a Diana não conseguiu fazer a dilatação e estava a perder líquido (o que constituía um risco para o bebé), teve de se submeter a uma cesariana. Mas está tudo bem.
O menino nasceu com 3,200kg, 48,5cm e cabelo ruivo, por mais improvável que isso possa parecer. Nasceu bonito, sossegado. A mãe tem dores e está a aprender a cuidar dele, como ele está a aprender a viver. Todos estão contentes. Aqui fica a foto.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Coisas fixes

Nem sempre o talento perde em Portugal. Apesar de sermos um país muito pouco dado à honestidade e à premiação do que realmente é bom, fez-se história e o jardim da Diana ganhou o Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima, claro. Para além de ser extremamente bonito, também representa exactamente aquilo que o tema sugeria. Há que criticar o que está mal, mas também há que realçar o que vale a pena. E este país precisa mesmo de coisas boas, para ver se o "povo" aprende a abrir os olhos.
Parabéns Diana e colegas!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Passe o tempo que passar, sei que isto não vai desaparecer. Tudo o que fazemos ao longo da nossa vida, passa a fazer parte de nós. Nunca vou poder apagar memórias (minhas e de outros), nem consequências, nem resquícios, nem nada. A única coisa que se apagou foi a oportunidade de escolher outro caminho. A questão que se põe é o que se segue então?
Hoje, ao pensar nisso (como faço todos os dias inevitavelmente) imaginei-me num futuro não muito longínquo. As hipóteses são sempre muito similares a duas muito básicas: um buraco muito escuro da existência na memória de outros, que é muito incerta, porque de facto não faço ideia de como as pessoas me guardam ou me guardariam; ou uma sobrevivência vazia e transparente, com o objectivo único de não ser motivo para mais sofrimento para ninguém.
Nenhuma das duas satisfaria ninguém no seu perfeito juízo. Provavelmente a segunda levaria mais tarde ou mais cedo à primeira, tendo como diferença a qualidade das memórias dos outros sobre mim. Talvez desta forma não se lembrassem tanto de mim, ou a minha ausência não fosse tão sentida, ou talvez não fosse sentida de todo. Melhor assim, talvez.
De qualquer das formas, nada de mim se faria de útil para mim mesma. E se pudesse escolher, talvez não chegasse tão longe. Há noites muito más, mas há sempre dias piores. E também alturas em que não há nenhumas melhorias e quando as soluções que outrora funcionaram não têm efeito nenhum. Talvez signifique que as soluções se acabam e que o fim se aproxima.
A verdade é que "morrer por ser preciso" deixa de ser uma hipótese boa e passa a ser uma utopia. Antes morrer só porque sim. Porque inventar motivos para sobreviver todos os dias é cansativo e, sinceramente, cada vez me parece interessar menos. Cada vez me parece mais que seria preferível não estar, a estar assim. Começa a ser difícil segurar a máscara e as pessoas começam a ficar fartas da minha tristeza. Até eu estou farta. E se a minha tristeza chateia tanto, e entendo que chateie, então eu não quero mais. Já não quero há muito, muito tempo.
Segurar as pontas porquê, por quem, para quê e até quando?
Provavelmente ninguém irá ler. Talvez por isso me permito o desabafo. Talvez continuar a escrever seja estúpido. Qual o objectivo?
Alguém escreveu, um dia, "Este foi o meu funeral." Quem me dera escrever o meu, mas de verdade. Escrever o fim, at last, e acabar com isto tudo. Não é egoísmo, é cansaço.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Como é que dizemos ao nosso próprio corpo e mente que vai ficar tudo bem? Que um dia o coração vai deixar de doer, que um dia os remorsos vão deixar de aparecer como fantasmas, que as memórias vão deixar de ser penosas, que a vida voltará a saber a tal... Ainda que pareça que não, como convencemos o nosso próprio ser que tudo voltará a ter cor e que os nossos lábios voltarão a sorrir?

Não quero ser quem era. Só gostava que esta angústia me abandonasse.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Coisas tristes

Sinto-me cair. Cair de novo naquela tristeza e isolamento.

Vou às aulas, trabalho para a faculdade e para todos os outros compromissos que vou tendo marcados, mantenho um sorriso, ainda que ténue ou mais fraquinho, na cara. Enfim, por fora, tirando as olheiras, parece estar tudo bem. Mas a verdade é que o sono não tem aparecido muito, ou de forma saudável. De novo os fantasmas atormentam. Vêm de repente, sem eu contar e tomam todo o pensamento. De dia. tenho a cabeça ocupada com tudo e mais alguma coisa, mas há noite... Há noite deito a cabeça e nada mais há para pensar e é então que toma conta a consciência, a memória, o rebuliço de sentimentos estranhos que não entendo bem.
A questão é que estou cansada, muito cansada. Cansada de estar aqui, cansada destes fantasmas, cansada de estar cansada.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Deixem-me exaltar-me um bocadinho

A FPCEUP é uma instituição recheada dos melhores profissionais de Psicologia (e não só), sendo por isso um local onde os alunos são escutados e um local onde a saúde mental de todos os indivíduos é tida em conta e, por isso, também a qualidade de vida em geral. _ MENTIRA

A FPCEUP é uma instituição universitária recheada de professores, alunos e pessoal administrativo mais preocupado com a satisfação dos seus próprios interesses do que no bem comum e que, por isso, não olham a meios para verem cumpridos os seus caprichos.

A FPCEUP deveria levar um banhinho bem profundo para limpar todas as situações de desrespeito interpessoal, para eliminar estes interesses (maioritariamente egoístas e fúteis), para limpar a memória de todos aqueles que foram injustiçados por um sistema obsoleto construído apenas com a finalidade de cumprir os interesses pessoais dos que têm poder e transmitir uma imagem totalmente contrária.

A FPCEUP tem professores que deveriam sentar-se, de novo, e por muito tempo, no banco dos estudantes, voltar a sentir na pele as injustiças provocadas por aqueles que acham que sabem tudo e não devem nada a ninguém.

Os professores da FPCEUP e os órgãos directivos (por eles constituídos) não podem esquecer que os seus estudantes são produto também das suas acções e ensinamentos. E não fosse os estudantes terem sentido crítico e um padrão ético bem-formado, seguiríamos um modelo nada bonito. Órgãos de gestão a marcarem à pressa inscrições para abafarem a indignação dos seus estudantes; professores interessados em proteger o seu ego, mais do que a sua reputação; professores a deturpar e a gozarem com as declarações exaltadas dos estudantes; estudantes demasiado exaltados e precipitados nas suas intervenções; ...

Tudo isto num dia. Tudo isto na FPCEUP. Processos que se escondem do olhar mais crítico; desculpas inventadas para justificar a angariação de mais dinheiro; jogadas de baixo nível; ...
Tudo isto é incompreensível na FPCEUP. E eu tenho o nome para tudo isto: HIPOCRISIA.

Ser psicólogo envolve saber escutar, respeitar as opiniões e o sofrimento dos outros, tentar levar os indivíduos a um equilíbrio mais saudável que conduza à saúde mental e, idealmente, à melhoria da qualidade de vida!!! O nosso/vosso papel é cuidar, não o contrário.

É tudo verdade e é tudo ignorado. E é quem nos ensina isto mesmo que lhe passa por cima e põe em causa a saúde mental dos estudantes desta faculdade.

E há desculpa para tudo: para a desorganização, atrapalhação e incompetência dos Serviços Administrativos (ou Secretaria); para a forma como são decididos e conduzidos os processos (todos eles); para a falta de intervenção da AEFPCEUP e para a falta de informação constante que devia circular entre os estudantes e é fechado em gabinetes pelos seus próprios colegas.

Não gosto e não quero. Estou triste e desmotivada. Estou desconfiada de todos. Estou desanimada para o curso e para as pessoas. Não me apetece continuar assim.

Alguém tem de dizer alguma coisa. Alguém tem de começar a dar as mãos e em união começar a mudar as coisas. Somos nós. Eles são o passado repetitivo, obsoleto, currumpido pelo seu próprio egoísmo. Nós somos a mudança, se o quisermos.

sábado, 11 de outubro de 2008

Coisas informativas


Venho lembrar que está a decorrer o Festival Internacional de Jardins em Ponte de Lima. A Diana, minha cunhada, mãe do meu sobrinho e a melhor arquitecta paisagista que eu conheço tem um jardim a concurso: Energias Reflectidas.

Não se esqueçam que é um passeio fantástico, tanto pela vila (a mais antiga de Portugal), como pelo próprio Festival. Para além disso, o jardim merece mesmo ganhar.

O meu pedido é que vão a Ponte de Lima e votem. O bilhete tem o mísero valor de 1€.

Vão, divirtam-se, aprendam e votem.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Cenas fixes

Venho dar novas da minha vida, não porque isso interesse a ninguém, mas porque é uma boa maneira de eu difundir algumas iniciativas ou "cenas" interessantes que eu encontro.
Por exemplo, na quarta-feira passada fui ao cinema só com miúdas. Vimos o "Bienvenue chez les Ch'tis". O cinema europeu tem, de facto, outra qualidade e outra magia. Estamos a falar do filme mais visto de França. Tendo em conta que é um filme comédia, talvez isto surpreenda. Mas não. Para quem vê o filme, faz todo o sentido. Começa devagar. A dada altura uma pessoa pergunta-se o que raio estaria a pensar para ter comprado o bilhete. E quando se dá por ela, já não aguentamos de dor na barriga de tanto rir. Aconselha-se. Aliás, recomenda-se.

Depois do cineminha, eu e a Ana fomos para o Piolho (ou Âncora d'Ouro, nome oficial) beber um copo. O café, que já teve qualidades de tasca, mas que hoje se apresenta com uma roupagem refrescada e bonita, foi o local para encontrarmos gente divertida, já tocada, mas excelentes companhias para o tempo que decidimos lá ficar.


No domingo fui passear com a Ana pela Maia. Não conhecia e continuo sem conhecer a Maia. Mas apreciei o passeio num jardinzinho pouco cuidado, onde crianças jogavam futebol e uma senhora se espraiava mesmo juntinho a um espelho de água. Um geladinho comido e a conversa posta em dia, continuámos o passeio. E eis que descobri eu (a Ana já sabia) o Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia. Adorei a ideia e só fiquei cheia de pena por não ter disponibilidade de lá ir este ano. Fica, no entanto, a promessa que para o ano lá estarei. O evento realiza-se até ao final do fim-de-semana no Fórum da Maia. Depois demorámo-nos um pouco a contemplar o belíssimo pôr-do-sol que a calçada de Matosinhos oferece. Foi de chorar por mais.

Esta quarta-feira repetiu-se a visita ao Piolho. Não foi tão divertido como da última vez, mas ficam já todos convidados a aparecer esta sexta-feira para se divertirem connosco.

sábado, 4 de outubro de 2008

Voltámos das vindimas. Vai haver menos vinho que no ano passado, mas foi muito divertido e cansativo. A comida da avó, como eu previ, estava ecelente. A viagem foi horrivelmente cansativa, mas soube tão bem chegar a casa.

Coisas informativas

Caros amigos que visitam o meu blog e que votam nas "enquetes",

Venho por este meio pedir desculpa por ter feito "reset" na última sondagem. O motivo é bastante simples: faltava referir uma entidade política.

Por isso, peço que voltem a votar ou que votem (se ainda não o fizeram).

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Coisas fixes


Amanhã vamos às vindimas. Esta actividade, boa para realizar em família, é positiva para a interacção entre as pessoas envolvidas e faz muito bem ao físico, porque proporciona exercício físico útil e compensador. Para além disso, é sempre bom comer a comidinha da avózinha. Depois conto como foi.


Atenção: Continuo à espera que se assumam. Filipa, muito em breve, espero eu. :)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Coisas fixes

Minha gente, está na hora de se assumirem.

As pessoas que na sondagem "O que pensas da minha decisão?" responderam "Podes vir viajar até minha casa" identifiquem-se. Vou tentar mesmo visitar-vos.

Me aguardem...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Coisas para pensar


Podem vir os percalços, as confusões, as burocracias, os gozos, que os estudantes deste país conseguem sempre dar a volta por cima e pôr os seus assuntos em ordem. Ainda não acabaram as confusões. Daqui a pouco tempo, os estudantes de mestrado começarão preocupados a procurar conseguir o orientador e o projecto que melhor lhe convém. Teremos, mais uma vez, de nos submeter a um método desumano (no sentido de não ser humano) de escolha, no qual somos apenas números. Não gosto, não concordo e não me sinto bem.

Hoje, uma professora dizia que era mau para si ter mestrandas de uma área completamente diferente da sua. Justificou o facto com o sistema que temos. Acho que é uma fuga compreensível, mas não aceitável. O sistema é feito por nós e deve ser feito para nós, não o inverso. Já Cristo defendia que as leis são para os homens, não os homens para a lei.

Ou somos conformados e presos ou somos mais do que o que esperam de nós e somos livres...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Coisas para pensar

Todos os anos é a mesma coisa. A secretaria da FPCEUP leva-nos à loucura. Todos os anos alguém levanta a voz e exige ser respeitado (como se isso não fosse um direito adquirido à nascença). E o mais curioso é que todos os anos inventam um motivo novo para ser tudo uma bandalhice.

Toda a gente conhece as dificuldades do sistema em época de inscrições, mas há complicações que são evitáveis. Expliquem-me qual a utilidade de alunos do quarto ano se inscreverem em dissiplinas que dispõem apenas de um horário? Não vos parece uma formalidade absurda? Para mim é muito claro. Nessas os alunos deveriam ser colocados automaticamente.

Expliquem-me como é que um serviço administrativo com quatro funcionárias, a trabalhar apenas com três em época de inscrições, apenas coloca uma pessoa a atender todos os alunos, com a variedade de problemas e dúvidas? Não vos parece lógico que se dividam e encarem as inscrições de todas as frentes? Não vos parece que os alunos do primeiro ano primeira vez deveriam inscrever-se num local aparte, visto o corredor e a sala em si serem demasiado apertados e pequenos para albergarem tantos alunos? A mim parece clara esta necessidade.

Não vos parece absurdo começarem as aulas na mesma semana em que temos de encarar filas enormes de espera para sermos atendidos no serviço administrativo, ficando assim impossibilitados de ir às aulas? E que os exames da época especial decorram enquanto temos de nos inscrever em horários (únicos, muitas vezes), dispendendo de tempo em que deveríamos estar a estudar? A mim parece-me.

Não vos parece ridículo respondermos e obedecermos a um computador e cumprir formalidades só porque sim, porque a máquina não se entende de outra forma? A mim parece-me estapafúrdio. Sinto saudades do tempo em que as pessoas nos recebiam cara-na-cara e nos tiravam as dúvidas, quando eram competentes ainda que não estivessem bem-dispostas. Sinto saudades de me sentir humana e não um número, ou um código, ou uma formalidade, ou mais um na fila de espera. Talvez devessemos todos aprender a ser humanos com os desenhos animados. O filme Wall-e mostra de forma amorosa como nos podemos perder se não nos encontrarmos na confusão dos números e máquinas, se não deixarmos de depender de máquinas e passarmos a depender uns dos outros, se não virmos que nos estamos a tornar em gordos, estúpidos, vazios, isolados.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Coisas fixes

Ok. Afinal não fomos acampar. Foi melhor ainda. Fomos para a piscina. Eu explico.
Chegamos ao Gerês já passava das 22h30, o que significava que o parque de campismo estava de portas fechadas e não tínhamos onde dormir. Pois. Mas eis que o Filipe saca dos seus conhecimentos e arranjou-nos guarida. As suas primas e irmão estavam numa casinha muito catita no meio dos montes do Gerês, lá para os lados de Vieira do Minho. Foi aí que nos distribuímos por dois quartos à maneira. E a companhia não podia ser melhor: gente bem-disposta e acolhedora que nos fez sentir em casa. Ainda por cima, tivemos a sorte de participar no aniversário do Fernando.

De manhã é que deu para ver onde estavamos realmente. Não consigo descrever a beleza daquela paisagem, por isso, logo que possa ponho aqui fotos. E a piscina foi a cereja no topo do bolo. Um banhinho frio logo pela manhã soube mesmo bem. Até porque o sol estava bem quente.

Foi sem dúvida um dia relaxado, com direito a uma visita curta a Vieira do MInho (muito bonita) e a mais festa. Os meninos ganharam o Party Co. e a meio da noite decidem festejá-lo com um banho de piscina gelado (enfim).

Domingo, fomos passear a Ponte de Lima. Almoçámos pelo centro, bem à beirinha da estátua do touro com um material esquesito. Aconselha-se o passeio pela mais antiga vila do país. Está bonita e bem conservada e os lugares de estacionamento são gratuitos.


Ainda por Ponte de Lima, visitámos o Festival de Jardins, no qual a Diana (minha cunhada) tem o melhor jardim a concurso. Aconselha-se e exige-se que passem por lá e votem no jardim G "Energias Reflectidas". Para além de ser um excelente passeio em família, casal ou amigos mesmo à beira rio, ainda têm a vantagem de aprenderem um pouco mais por muito pouco (1€). Não há desculpa. Podem visitá-lo até ao final de Outubro (acho eu).

Pela noitinha ainda fomos à Feira Medieval que esteve instalada na Maia. Saí de lá com um tereré e com uma boa conversa para matar saudades do Paulo.


Enfim, estou cansada e, se não se importam, vou dormir. Amanhã tenho muito que tratar para a faculdade. As aulas estão mesmo aí a chegar. Grrrr

Agradece-se a quem nos recebeu no Gerês e partilhou connosco as suas férias. Nuno, foi espectacular ter-te connosco outra vez. Ah, vejam aí o tereré. A foto não é das melhores, mas o meu telemóvel não consegue melhor à noite. Coitadinho.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Coisas de partilhar


Vou acampar para o Gerês. Levo demasiadas coisas, como sempre. A porcaria da precaução não me deixa fazer as coisas de outra maneira. Mas levo vontade de paz e de ver natureza.



Como sabem, não tenho máquina fotográfica (óptima deixa para me oferecerem uma :P), mas vou tentar que fiquem aqui algumas fotos quando eu voltar.



Entretanto, portem-se bem sem mim. E vão votando, sim? Até já sei qual vai ser a próxima sondagem...

sábado, 6 de setembro de 2008

Coisas fúteis

Cortei o cabelo. Está em metade e diferente. Não que tenha sido um corte muito radical, mas quem me conhece sabe que para mim não é fácil cortar o cabelo. Quando eu puder, ponho uma fotozinha (se conseguir tirar uma que se aproveite).
Os cabeleireiros têm um poder demasiado grande. Podem mudar o nosso estado de espírito em meia-hora. Podem ser bem-sucedidos e deixar-nos bem dispostos durante semanas. Ou podem dar-se mal e fazer-nos passar vergonha, frustração, entre outras emoções não mt positivas.
Bom, de qualquer das maneiras, o truque é acertar no cabeleireiro certo e arriscar. Porque se não se arrisca, pode nunca acertar-se no corte que nos fica melhor.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Coisas de Erasmus

Há sempre aqueles momentos na vida em que tu páras para pensar no que vais e queres fazer.
Estava eu ontem a pensar como seria viver em Berlim sem conhecer bem a língua, sem amigos, sem as minhas coisas e sem família. De facto, esse é mesmo o objectivo da coisa. Mas, tendo em conta que aqui a menina já anda na faculdade há cinco anos, que quer mesmo acabar o curso e mandar-se, tendo em conta que o meu sobrinho vai nascer e eu (sei como sou) vou sentir imenso remorso de não estar aqui e não ser das primeiras a vê-lo, a pegar-lhe, a senti-lo, resolvi repensar a minha decisão.
A única coisa que eu tinha comprado, e portanto o único vínculo definitivo, era o bilhete. Por isso, não ia ser muito complicado desistir. Por outro lado, a ideia de estar presente nos primeiros dias e meses do Ricardo começaram a ganhar volume dentro de mim. Conversa-se com a mãezinha que apenas diz: "Tu é que sabes." Pois, eu é que sei.
Por isso fico. Fico e não quero mesmo que me venham recriminar e dizer que estou a perder uma grande oportunidade. Eu sei. Eu sei que ia ser muito fixe e que ia ver cenas que nunca vi e que ia conhecer gente espectacular e que ia aprender mais depressa a falar Alemão. Por saber tudo isso, é que a minha decisão foi pensada. E o mais importante para mim, neste momento, é acabar este curso, é ver o Ricardo crescer (conhecendo a minha cara), é poder decidir sem amarras e correndo os riscos sozinha.
Agradeço todo o apoio que recebi, todos os conselhos e advertências e mesmo as promessas de me irem visitar. Podem fazê-lo na mesma. Não escondo a minha morada de ninguém. E viajar posso sempre fazê-lo (com todas as cenas fixes que isso implica).

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Coisas chocantes

Eu poderia estar aqui a discursar sobre a minha opinião sobre o assunto. Mas alguém já o fez. Por isso, limito-me a acrescentar uma pequena questão: Quem terá poder para investigar, analisar a acção desta pessoa? Qualquer pessoa está exposta à corrupção. Ainda mais uma pessoa com tanto poder. É só uma questão...

http://caminhanteperegrino.blogspot.com/2008/08/aqui-est-finalmente-o-socialismo.html

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Coisas de Erasmus

Cheguei ao ponto do não-retorno. Comprei bilhete para a viagem. Agora tenho de tratar do alojamento. Como podem imaginar, este tipo de decisões são difíceis de tomar. E, tendo tão pouco tempo para as tomar, ainda se torna mais difícil. Promessa fica que, indo, ponho aqui fotos do meu ninho novo.

domingo, 17 de agosto de 2008

Coisas Refrescantes

O que gostas de beber quando tens calor? Responde à sondagem e, caso não figure nas respostas possíveis uma que te agrade, indica qual preferes aqui, para que todos possamos provar e, quem sabe, aprovar.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Andanças 2008



Como descrever a experiência...?


Quem me conhece bem sabe que eu não sou muito dada a danças, daí que possam estranhar que eu tenha ido ao Andanças 2008. O que de facto me atraíu foram os workshops de relaxamento, massagem e meditação, que por acaso nem sequer apreciei muito.


O que me leva a dizer que gostei da iniciativa é o espírito que por lá se vive. Durante uns dias, podemos sentir um pouco aquela sensação de fraternidade por toda a gente, conheça-se ou não se conheça de lado nenhum. Podemos experienciar ser solidários e ser ajudados sem espera de recompensa, seja de que tipo for. Podemos vestir, pentear o cabelo, tomar banho como nos apetecer que ninguém vai estar a julgar ou a achincalhar-nos. De facto, podemos sentir a liberdade de não nos preocuparmos com esse tipo de coisa.


Do que mais apreciei da festa foi deitar-me na relva, olhar o céu, ouvir a música que alguns improvisavam, mesmo ali ao lado, e relaxar. Simplesmente isso: relaxar. Isto, para quem sabe, é algo de refrescante nestes últimos tempos da minha vida.


Não vou estar aqui a descrever episódios mais ou menos caricatos e interessantes. Limito-me a partilhar convosco que gostei e me fez bem.


Aconselho.

quinta-feira, 31 de julho de 2008


Sorri quando a dor te torturar


E a saudade atormentar


Os teus dias tristonhos vazios



Sorri quando tudo terminar


Quando nada mais restar


Do teu sonho encantador



Sorri quando o sol perder a luz


E sentires uma cruz


Nos teus ombros cansados doridos



Sorri vai mentindo a sua dor


E ao notar que tu sorris


Todo mundo irá supor


Que és feliz



Charles Chaplin

domingo, 27 de julho de 2008

Férias


Estou de férias.


Sem planos. Indo e vendo.


Queria ir ao Andanças para relaxar. Alguém quer vir comigo?

Adeus...


Mais um amigo morreu. Era engraçado, divertido, mas sério no seu trabalho.



Não há muito mais a dizer.



Serás lembrado e a tua falta será sentida.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Coisas bonitas

Simplesmente gosto desta música. Quantos de nós não se sentem a incomodar muitas vezes? A incomodar as pessoas que riem? Quantas vezes queremos sobressair, mas a verdade é que morremos de medo de ficar esquecidos... Quantas vezes se esquecem as pessoas de nós quando partem e deixam de nos ver? Passamos a ser somente uma memória baça, meia esquecida, contornos do que realmente somos, talvez mesmo sejamos pouco do que se lembram de nós...






http://youtube.com/watch?v=nzv9R5kFnLk&feature=related



Vida em câmara lenta,

Oito ou oitenta,

Sinto que vou emergir,

Já sei de cor todas as canções de amor,

Para a conquista partir.



Diz que tenho sal,

Não me deixes mal,

Não me deixes…



No livro que eu não li,

No filme que eu não vi,

Na foto onde eu não entrei,

Notícia do jornal

O quadro minimal… Sou eu…



Vida à média rés,

Levanta os pés

Não vás em futebois, apesar…

Do intervalo, que é quando eu falo,

Para não me incomodar.



Diz que tenho sal,

Não me deixes mal,

Não me deixes…



No livro que eu não li,

No filme que eu não vi,

Na foto onde eu não entrei,

Notícia do jornal

O quadro minimal… Sou eu…



Não me deixes já

A história que não terminou

Não me deixes…



No livro que eu não li,

No filme que eu não vi,

Na foto onde eu não entrei,

Notícia do jornal

O quadro minimal… Sou eu…



No livro que eu não li,

No filme que eu não vi,

Na foto onde eu não entrei,

Noticia do jornal

O quadro minimal… Sou eu…


Pefume + Rui Veloso

sábado, 5 de julho de 2008

Coisas sobre mim

Porquê o amarelo?


O amarelo costuma ser definido por amizade, temperança, calma e serenidade.


Para mim, significa loucura.


Não a loucura anormal, de comportamento irracional.


Significa a loucura de querer mais do que o que nos é dado. A loucura de querer alcançar onde os braços não chegam. A loucura de viver mais do que o corpo nos deixa.


A loucura de que fala Fernando Pessoa: "Sem a loucura que é o homem/Mais que a besta sadia,/Cadáver adiado que procria?"


A loucura que fez homens de sangue quente avançar contra a corrente, contra ventos e marés, para conquistar pouco mais do que um nome que perpetuará nas linhas da História.


A loucura que fez e faz homens e mulheres de paixões inabaláveis lutar por conseguir não mais só que expressar os seus sentimentos por um outro alguém só importante no seu coração.


A loucura que é louvável, que é reconhecida, mas acima de tudo que é vivida com totalidade.


Sem loucura não há amores arrebatadores, não há aventuras, não há romances e não haveriam os grandes feitos da História do Homem.


Para mim, o amarelo representa essa loucura que eu faço questão que comande a minha vida.

quarta-feira, 2 de julho de 2008


Já não há paciência... Estou esgotada. Foi um ano muito puxado na faculdade: muitos trabalhos (e difíceis), demasiados exames. Foi um ano com muito pouco sono, o que torna muito complicada a execução dos trabalhos e dos exames. Foi um ano cheio de alergias novas. Foi um ano cheio de desilusões, de lágrimas, de desgostos...



Só queria férias. Queria poder relaxar e descansar.




A esta altura já não consigo concentrar-me para estudar. E ainda faltam, pelo menos três. Algumas notas teimam em não ser pautadas...




Seja o que Deus quiser...

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Coisas interessantes

Toda a obra dele é fantástica. Mas a que mais me apaixonou nele foi mesmo a crença de que Portugal, pela sua Língua e Cultura, poderia vir a encabeçar o Quinto Império. Mas os portugueses murcharam e são os americanos quem mandam. E não mandam como ele sonhava para nós. Aqui fica um poema. Em tua honra, Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935).




(Retrato de Fernando Pessoa feito por João Luiz Roth)


O Quinto Império



Triste de quem vive em casa,

Contente com o seu lar,

Sem que um sonho, no erguer de asa,

Faça até mais rubra a brasa

Da lareira a abandonar!



Triste de quem é feliz!

Vive porque a vida dura.

Nada na alma lhe diz

Mais que a lição da raíz --

Ter por vida sepultura.



Eras sobre eras se somem

No tempo que em eras vem.

Ser descontente é ser homem.

Que as forças cegas se domem

Pela visão que a alma tem!



E assim, passados os quatro

Tempos do ser que sonhou,

A terra será teatro

Do dia claro, que no atro

Da erma noite começou.



Grécia, Roma, Cristandade,

Europa -- os quatro se vão

Para onde vai toda idade.

Quem vem viver a verdade

Que morreu D. Sebastião?


Fernando Pessoa, in Mensagem

sábado, 21 de junho de 2008

Coisas bonitas




Adeus


Já gastamos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas.
Gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esferas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já se não passa absolutamente nada.
E, no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.

Eugénio de Andrade



Só porque este poema é lindo. Cruel, sarcástico, talvez errado, mas lindo.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Acto II

Depois da tempestade vem a bonança... Ou talvez venha outra tempestade. Mas não quer dizer que seja assim tão mau. As coisas podem mudar. Podem ganhar-se perspectivas. Pode crescer-se. Podemos descobrirmo-nos de novo, coisas novas dentro de nós, mais bonitas, que podem disfarçar o cheiro dos nossos defeitos e erros.

Talvez esteja na hora da reconstrução... Passos pequeninos, lentos, suaves. Nunca será igual. Nunca nada será igual. Coisas desapareceram e não voltarão jamais. Não voltarei ao mesmo caminho, porque esse caminho já não existe. Mas posso tentar encontrar outro.

De qualquer forma, se tenho mesmo que existir, que seja com um sorriso nos lábios, ainda que falte felicidade no coração.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

O meu sobrinho





Esta é a foto mais recente do meu sobrinho.

O gajo, de nome Ricardo, já mostra a sua personalidade. Reparem só na forma relaxada como ele se recosta no seu berço e desfruta da sua mamada. Estou cheia de vontade de o conhecer e de o poder mimar, de o ver crescer, de o ver tornar-se num homem.

Espero que se afaste da tendência actual de futilidade, de ser mimado e de ser fantoche das vontades superficiais. Espero que cresça um homem íntegro, de convicções fortes e centradas.


Veremos...

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Coisas de partilhar


Bom, a pedido de várias famílias, venho aqui propôr que exponham as suas opiniões acerca dos diferentes festivais apresentados na mais recente sondagem. Digam o que pensam sobre cada um deles, quais conhecem por experiência própria. Não sejam tímidos. Contem tudo...

domingo, 1 de junho de 2008

Coisas fixes

Chega de queixinhas e de cansaços. Hoje, o dia é dedicado a ti Rodrigo. Um ano foi muito grande para mim, mas para ti deve ter sido ainda mais preenchido. Tudo é novo e diferente. Quem me dera ver o mundo pelos teus olhos puros. És lindo!!! Adoro-te. Beijinhos grandes da prima.

Espero este ano ver-te mais vezes. :)

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Coisas Grrrrrrrrr

Porque a minha vida agora é isto, decidi por-vos por dentro dos sistemas de avaliação a que me submeteram. E para que entendam bem a magnitude do que me foi proposto, vamos por disciplinas, por ordem alfabética:

Avaliaçao Psicológica - 4 ECTS (8 horas)
Trabalho de grupo que inclui a apresentação de uma aula, sobre assuntos relacionados com a avaliação psicológica, mais relatório que explana o conteúdo da apresentação e pode avançar mais qualquer coisinha, se houver pachorra e tempo para isso;
Exame Final.


Comportamento Desviante - 4 ECTS (8 horas)
Exame Final - com pesquisa sobre um comportamento desviante.

Desenvolvimento da Criança e do Adolescente II - 4 ECTS (8 horas) - a cadeira em atraso
Exame Final

Diagnóstico em Psicopatologia- 3 ECTS (6 horas)
Testes semanais sobre os conteúdos da semana anterior; último teste a valer 30% da nota; as 2 respostas mais fracas eliminadas, ou seja, não contam para a nota.

Dinâmica de Grupo - 3 ECTS (6 horas)
Trabalho de grupo - projecto de intervenção, baseado em técnicas de grupo.

Educação - 4 ECTS (8 horas)
Apresentação de tema retirado do livro do Prof., que variava entre as 3 e as 12 páginas de abrangência (no meu caso 8) - 1/3 da nota final;
Trabalho que poderia incluir revisão bibliográfica, mais plano de investigação, mais aplicação do plano de investigação (fiquei-me pela revisão bibliográfica, porque não valia a pena o esforço por apenas mais 2 pontos ponderados) - 1/3 da nota final;
Exame final, incluindo a matéria retirada dos 2 livros indicados para a unidade curricular - 1/3 da nota final.

Psicologia Comunitária - 3 ECTS (6 horas)
Trabalho de grupo que inclui apresentação de um artigo de intervenção comunitária, com respectivas críticas, mais relatório que explana as críticas desenvolvidas na aula;
Participação nas aulas;
Os dois primeiros items correspondem a 50% da nota final.
Trabalho individual que segue o mesmo esquema do de grupo, mas não inclui a apresentação do trabalho e é um pouco mais alargado em número de páginas, porque tem de incluir a apresentação resumida do artigo escolhido por nós. Este item equivale a 50 % da nota final.

Psicopatologia do Adulto e do Idoso - 4 ECTS (8 horas)
Exame Final.

Técnicas de Avaliação Psicológica - 3 ECTS (6 horas)
Trabalho de grupo que inclui a apresentação de uma aula, sobre testes de avaliação, mais relatório que explana o conteúdo da apresentação e pode avançar mais qualquer coisinha, se houver pachorra para isso;
Exame Final (sim, numa unidade curricular prática. Quão ridículo?!).
Fica a pergunta: Como é que tendo diferentes quantiodades de horas de trabalho, se pede exactamente a mesma coisa?

Trabalhos Práticos de Investigação Qualitativa - 4 ECTS (6 horas)
Trabalho de grupo cuja informação foi chegando "às pingas" e com "deadlines" para o dia seguinte, como se nós tivessemos de estar 100% disponíveis para esta cadeira.

O melhor método de avaliação parece ser o da unidade curricular de Diagnóstico em Psicopatologia, uma vez que nos obrigou a estudar, não sobrecarrega com trabalhos em que não se aprende nada e é uma avaliação justa.

Minha gente, isto prefaz um total de 10 unidades curriculares, 72 horas de trabalho e/ou estudo semanais, 5 trabalhos de grupo, 4 apresentações em aulas, 2 relatórios, 3 trabalhos individuais e 6 exames. Toda esta descrição não faz plena justiça à magnitude de horas e esforço que cada trabalho exigiu. Somos heróis ou não somos?

Faltam-me 4 trabalhos, todos de grupo. Mas eu vou conseguir. E, depois, venham os exames!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Coisas Grrrrrrrrr

Eu tenho de desabafar...

Os trabalhos estão a ser demais. Não permitem que tenhamos vida pessoal, nem sequer que descansemos direito. Eu nem tenho tempo para reivindicar!

Que psicólogos são estes que nos dão aulas?! Psicólogos que não têm em consideração o facto de estarmos numa idade em que nos é pedido, segundo Erikson, que nos embrenhemos em relações íntimas e aprendamos a lidar com as diferenças de outros sem deixarmos de ser nós? Psicólogos que não têm em consideração o facto de precisarmos de actividades exteriores à faculdade, actividades de leitura, lazer, prazer, divertimento, cultura, desporto...? Psicólogos que não têm em consideração que um aluno também pode querer ser profissional e querer esmerar-se no seu trabalho, mas que fica com as mãos atadas pela impossibilidade de ter tempo para o fazer com a qualidade que desejava?

Pregam-nos as teorias que nos ensinam a viver com qualidade mental, que nos incentivam o sono regular e que permita o descanso, que nos ensinam a viver sem ansiedade para nos conservarmos saudáveis, mas prendem-nos com trabalhos sem pensarem que talvez sejamos pessoas, pessoas que eles estudam, pessoas que eles dizem tentar ajudar.

Não somos só alunos, somos pessoas. Eu gostava de poder ser uma filha também e ter tempo para ajudar a minha mãe e o meu pai no que fazem. Gostava de ser uma irmã e de ajudar o meu irmão nesta fase feliz mas complicada da vida dele, de me poder divertir com ele, de simplesmente conviver com ele. Gostava de ser uma amiga como deve ser e poder ouvir os problemas dos meus amigos sem dizer "agora não posso. estou a trabalhar", de poder ir sair com eles, de os poder ver. Gostava de poder ser uma rapariga normal e poder sair, conhecer gente nova, poder recuperar do ano difícil que o que passou foi, de aprender a rir com sinceridade de novo, de tomar decisões bem pensadas e reflectidas, de retomar o meu antigo sono, de retomar as rédeas da minha vida.

Mas, para além de todos os problemas que eu poderia ter, a escola poderia não ser o maior. Dava jeito.

Senhores Professores, tenham paciência. Reúnam no início do ano, avaliem o processo no seu todo, decidam com consciência do que estão a fazer. Estou fartinha de ouvir alguns dizerem que vos ultrapassa as decisões exteriores à vossa cadeira. Para que existe um Conselho Pedagógico, se não é para também decidir, por último, o que cada cadeira deverá abordar e como será avaliada, e o panorama geral de cada ano, do curso em si? Se nos temos de queixar de cada vez que algo vai mal e se temos de ser nós a fazer esse trabalho enquanto sofremos as consequências, então ao menos paguem-nos.

Desculpem-me o desabafo, mas já é demais. Não é normal que pessoas nos seus 21/22 anos tenham um cansaço tão grande na cabeça, nos olhos, nos ombros, na vida. Deixem-nos ser jovens!

E depois há todas as outras pessoas, exteriores a isto tudo. Umas acham que andámos a dormir o semestre todo e só agora começamos a arregaçar as mangas. É mentira! Eu apresentei vários trabalhos desde o início e só me estou a queixar agora. Outras acham que é muito bem feito, nós somos jovens, temos de trabalhar... Não respondo a estas. Outras ainda acham que isto são tudo desabafos e não sabemos o que é trabalhar a sério. Grrrrr. Também não respondo a estas.

Ai! Assim é que não. Estou mesmo exausta. Não é só desabafo. Não sei se há pessoas que conseguem fazer tudo com uma calma desgraçada. Talvez haja. Talvez, Simão, tu sejas um deles. Mas eu não. Eu estou caída no chão e o pano está-me por cima. Mas ainda não estou derrotada. Não desistirei. Ah não! Não vou ficar mais um ano para trás. Depois disto, serei capaz de tudo. Venha daí o 4º e o 5º! E Professores, no próximo ano, não serei tão caladinha.

Vou trabalhar...

sábado, 17 de maio de 2008

O meu sobrinho




De repente, aparece-nos nesta vida um novo papel que temos de desempenhar. Algo de novo prepara-se durante nove longos e curtos meses para nos fazer despertar e sorrir feitos parvos: um bebé. E eu sou a tia. :) Estamos a falar de mais do que 1/4 do meu código genético e de 100% do meu amor e preocupação. Estamos a falar de uma criança que crescerá fruto de duas das mais maravilhosas pessoas que eu conheço: o meu irmão e a minha cunhada.

Sei que para eles vai começar algo que amedronta. Não é fácil transportar o cargo de se ser pai, muito menos nos tempos que correm. Não é fácil amar assim incondicionalmente alguém que nem conhecemos ainda. e preocuparmo-nos 24/7 com algo tão precioso e frágil como um bebé.

Apenas quero que eles saibam que independentemente do que aconteça e para o que for preciso, eu estou aqui de braços a bertos e mangas arregaçadas para os apoiar e ajudar. E que saibam que eu acredito sinceramente na capacidade de eles conseguirem criar alguém, simultaneamente forte e frágil, como eles. Porque é desse tipo de pessoas que o mundo precisa. Mais do que pessoas perfeitas, precisa de pessoas genuínas e íntegras, que saibam errar e viver com as dificuldades e ainda assim ser felizes.

E hei-de ensiná-lo a chamar-me tiazinha. :P

Mais uma coisa, cliquem aí no link que vos encaminha para o blog do Papá Babado.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

"Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance. Para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência. Porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planeando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."

Luis Fernando Verissimo


Para que entendam o meu nome no hi5 e mais, mais do que se escreve.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Coisas interessantes

Hoje fui ver uma peça de teatro: "Última Hora" do Xcto, o grupo de teatro que reside na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP), o local onde eu estudo.
"Uma mulher sequestra um grupo de actores no final de um espectáculo. O que estes actores têm que descobrir estará na base de todo o enredo. Os actores têm uma hora para descobrir o que a sequestradora quer, se no fim desta hora eles não forem capazes de descobrir, morrem. As emoções entram em conflito e todas as dimensões da vida são questionadas."
Sei que pela sinopse não dá para perceber ao certo, mas o cerne de toda a reflexão é a existência de Deus. Uma mulher, que é supostamente esquizofrénica, perseguidora, assassina, é a que levanta o manto sobre questões tão simples como a importância de cada dia na nossa vida, o real valor do que fazemos e a necessidade de nos deixarmos de segredos e encararmos a nossa vida de frente. No final, fica um sorriso na cara e a dúvida na mente.
Texto e encenação de Lara Morgado, interpretações (umas melhores que outras) de Ana Guinea, Carolina Mendes, Isabel Amorim, Gisela Borges, Miguel Martinho, Raquel Marques, Sara Silva, Sofia Cavadas e Tiago Neves, com design gráfico de Alexandre Rola.
Eu até o aconselharia se não tivesse sido esta a sua última exibição prevista. E pena tenho ao dizer que pouca assistência teve e muito fraca aderência da comunidade académica da FPCEUP. E, por isso, tenho mesmo de criticar todos os alunos e professores desta minha segunda casa, incluindo-me a mim mesma. Pouco nos interessamos pelo que se passa de cultural e extracurricular na nossa faculdade. Aparte de todos afazeres que sei que todos têm, também tenho a certeza que nada perderiam em aparecer mais vezes e ficar a conhecer um pouco mais do mundo e do trabalho que se desenvolve ali mesmo ao lado.

Fica o pensamento.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Coisas para pensar


Os dias vêm e os dias vão numa incessante troca de dias em que perdemos a noção de nós.
A vida passa e não há momento para parar e pensar um pouco. O que fiz? O que isso significa, na minha vida e na vida dos outros? O que vou fazer a seguir? Todas estas questões vão ficando sem respostas.

E há um dia em que se teima contra a vida e se pára e é o caos. Damo-nos conta de tudo: o que somos, o que fazemos e o que queremos. Este processo demora mais que um dia. Podia demorar uma outra vida. Mas é necessário, especialmente quando algo de verdadeiramente marcante sucede.

Muitas vezes, é precisa uma reconstrução da percepção da pessoa sobre si própria, da percepção dos outros sobre si, dos projectos de vida, e da forma de actuar perante ela. Nos meandros, desse processo podemos descobrir coisas sobre nós mesmos que nos assustam ou que nos surpreendem. É natural que se precise de um pouco de tempo para nos auto-analisarmos e compreendermos. É natural que fiquemos desiludidos e tristes. Como a avestruz, a vontade é enfiar a cabeça debaixo de areia e ali ficar até tudo fazer sentido de novo.


Ainda assim, trabalhamos, estudamos, socializamos e vamos, aos poucos, mudando tudo em nós e no que os outros vêem em nós. Vamos ficando pessoas mais sérias, menos alegres, muito mais conscientes do que fazemos e dizemos e mais distantes.

Não sei se todos passam por isso. Não sei se todos reagem igual. Sei que vejo muitas pessoas, como eu, que de repente mudam e ficam como descrevi. Não sei se mudam para melhor. Talvez com o tempo passe. Talvez com o tempo voltem a ser parte do que eram. Ou talvez o finjam, por opção, para não serem incomodados ou notados. Sei que é importante passarmos por este processo, de vez em quando. Talvez seja tão importante, como as cobras mudarem de pele ou as andorinhas regressarem todas as Primaveras.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Coisas de Erasmus




Esqueci-me de vir cá dar-vos a notícia. Já está feita a candidatura formal de Erasmus que será enviada para Berlim. Foi muito difícil conseguir orquestrar tudo para que fosse construído um plano de estudos em condições, mas graças à ajuda preciosa do Miguel Andrade (que by the way, me tem também ensinado alemão), das senhoras do SPAM (Serviço de Projectos e Apoio à Mobilidade) e da Prof. Dra. Filomena Jordão está finalizado e acho que até está muito bem.
Agora só me resta aguardar que digam alguma coisa de Berlim a validar ou não a candidatura.
Está dada a notícia. Continuo à espera da partilha de experiências de Erasmus, que nunca chegaram a vir...

domingo, 30 de março de 2008

Coisas para pensar



Ora toma...


Este discurso merece ser lido, afinal não é todos os dias que um brasileiro dá um 'baile' educadíssimo aos Americanos...


Durante um debate numa universidade dos Estados Unidos o actual Ministro da Educação Cristovam Buarque foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma insistência nalguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os brasileiros). Um jovem americano fez a pergunta, dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro. Esta foi a resposta de Cristovam Buarque:






'De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também a de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono ou de um país. Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar que esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa!




Achei por bem que todos lessem e pensassem no assunto.