quinta-feira, 16 de julho de 2009

E pronto. Acabou-se mais um dia de anos. Ainda bem!

Prendinhas à parte, foi bom ouvir os parabéns de com quem me cruzei. Foi bom ouvi-lo de quem até se deu ao trabalho de ligar. E até foi bom ler as mensagens e votos que outros enviaram. Obrigada também a quem deixou apenas o apontamento no Hi5, Facebook ou até mesmo por aqui.

Bom mesmo era poder falar com as pessoas mais frequentemente. As pessoas deviam gastar tempo a falar umas com as outras só porque sim. Enriquece-nos estreitar a comunicação com quem vamos conhecendo. E faz-nos felizes mantermo-nos em contacto com quem realmente gostamos, ainda que seja só para saber novidades.

Vamos esquecendo pessoas, esquecendo histórias, esquecendo o que delas sobra em nós. Vamos ficando mais pobres e mais tristes.

No outro dia, a Ju (para quem não sabe quem é, é a Joana) falou de uma ideia fantástica. Simplesmente pegar no telemóvel e, depois de outra pessoa rolar a nossa lista de contactos por um tempo, dizer STOP e ligar a quem calhou. Só porque sim! Pode custar uns cêntimos (ou euros), mas agora com os TAG's até nem se gasta muito. No final, porém, ficará uma boa sensação. Experimentem e depois digam como correu.




Post Scriptum: Faltou mandar os parabéns ao Joel. Que saudades de ter uma boa conversa ou ganhar uma cartada contigo... Ah, e o Cavaco Silva também fez anos ontem. Se alguém fizer anos hoje, avise.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Pois é. Faço anos e estou a trabalhar. O aniversário não constitui um feriado, nem mesmo quando os outros pensam que estamos de férias. Aliás, o aniversário de nascimento deveria ser festejado apenas após o falecimento das pessoas, consoante a sua vida tenha sido ou não útil para as outras pessoas ou fora do comum por algum motivo.

Eu faço hoje 24 anos. Nunca fiz nada de memorável (pelo menos de bom), por isso, não me sinto merecedora de parabéns. Quando muito, os parabéns devem ser dados à minha mãe (apesar de ter sido um parto rápido) e ao meu pai por me aturarem desde sempre.


Mas já que insistem, aqui fica apontado que há 24 anos, pelas 12h, eu, Leila de Almeida Fernandes, nasci cheiinha de pressa para comer.


Ficam também os parabéns para o Teles, que não tinha mais dia nenhum para nascer. E os parabéns especiais para a mãe do Joãozinho, a D. Isabel!!! Criou um lindo filho. :)

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ao que parece o ano é muito curto e, por isso, algumas pessoas aglomeraram-se à volta de dias que têm mesmo de ser infindáveis para uma pessoa poder lembrar-se e mandar os parabéns a todos.


Ainda por cima, quem me conhece sabe que eu não sou muito dada a aniversários e esqueço-me da grande maioria deles. Isso justifica que eu não me importe que as pessoas não digam nada no meu aniversário [aliás, até agradeço que não digam nada :)]. Mas, ao que parece, as pessoas não são todas como eu.
Portanto, hoje mandam-se beijinhos e abraços para o Mário e para o André (que é um chato do caraças e provavelmente nem merece isto, porque passa a vida a chamar-me pelo nome errado. Mas pronto...). Por favor, se eu me esqueci de alguém, avisem que eu faço questão de referir toda a gente. E vou fazer um esforço por, a partir de agora, lembrar aqui as pessoas e desejar-lhes coisas bonitas. Aproveitem que estou generosa...


Vivam muitos, longos e bons anos cheios de experiências memoráveis e que sejam muito felizes! Parabéns!!!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

"O amor é paciente e prestável. Não é invejoso. Não se envaidece, nem é orgulhoso. O amor não tem maus modos, nem é egoísta. Não se irrita, nem pensa mal. O amor não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor não acaba nunca." S. Paulo

Não se tente deitar abaixo o valor do amor pelo pouco valor das pessoas. Não se confunda amor com paixão, desejo ou amizade. Não se tente diminuir o amor, encaixotando-o na pequena lógica humana.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Olá!

O ano deu a volta. Voltamos ao Verão e, por isso, voltamos à modinha das sondagens parvas.

Tenho-me perguntado o que fazer com o meu cabelo. Para quem não sabe, cortei o cabelo há uns tempos. Foi um corte valente e de estranhar da minha parte. Quem me conhece bem, sabe que a tesoura perto do meu cabelo sempre foi motivo de ansiedade. Mas o tempo era de mudança (ou assim pensei na altura) e achei que devia arriscar. O cabelo está em viés, de trás para a frente, sem tocar no pescoço. Quem quiser vê-lo melhor, pode sempre vir visitar-me.

A questão é que não sei se mantenho o corte ou não. Eu gosto de cabelos longos, mas também gosto de ficar bem. Apesar de me ser estranho, a maioria das pessoas diz que é o melhor corte que eu já tive.

Agora, chegou a vez de expressarem a vossa opinião de forma anónima. Por isso, façam o favor de usarem do vosso direito à liberdade de expressão. Opinem!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Não sei de quem é a letra ou a música, mas sei o poder das suas palavras. Se fecharem os olhos e sentirem a brisa que passa e faz os cabelos bailar e a pele sentir-se, qualquer um de vocês consegue sentir o toque suave de um Pai que acaricia, que compreende e que acolhe o mais sujo de nós.

O poder que cada palavra tem é demasiado para ser estragado por um único vislumbre. É por isso que de cada vez que abrimos de novo um livro velho e relemos a sua história, ela tem novos tons, novos rostos e novas lições. Reler é mais do que ler de novo o velho. É aprender algo de fresco em algo vivido.

É só a letra de uma música simples e bonita. Mas encerra em si a cor e sabor de uma caminhada tranquila e reconfortante com um uma forte presença do Pai.

O que quer que seja para qualquer outra pessoa em cada momento, tenho a certeza que apenas trará sensações de segurança e esperança. Não é o início de nada. Apenas a lembrança de um momento bom no meio de uma tempestade.


Procurei-Te, Senhor, sem nunca Te encontrar
Num mundo sem amor, num mundo sem amar.
Mas descobri, Senhor, que para Te encontrar
Importa ser amor, importa querer amar.

Fizeste-me entender, fizeste-me sentir
O quanto é belo viver, poder chorar e rir.
E quando Te encontrar, presente só comigo
Para Ti vou caminhar, pois só para Ti eu vivo.

Não mais Te quero perder. Não mais Te quero deixar.
Em mim Te quero ter, para Te poder levar
Ao mundo que não sabe que para Te encontrar
Importa ser amor, importa querer amar.

quinta-feira, 28 de maio de 2009


O mundo está cada vez mais escuro de onde eu o olho. Ao falar de mim a um desconhecido apercebo-me que quem fui se perdeu para sempre. Algo em mim continuou sempre a acreditar que haveria um retorno, pelo menos a uma parte do que se perdeu. Mas não. Há impossíveis.


Olho para trás e tento recordar-me do que me fazia acordar todos os dias. A não existência da questão vital, o tal sentido de vida que todos acham que têm, uma missão. No fundo, todos queremos acreditar que há alguém que queremos ser. E é a busca desse alguém que nos faz mexer. Mas não a mim, porque eu não sei que quero ser. Só sei quem queria ser. Queria o impossível.


"O sonho comanda a vida". Mas neste caso, comanda-a para onde? em que sentido?


De todas as vezes que me sento e paro para pensar o que escrever a quem ainda aqui procura algo, é esta a questão que me afronta. O que me motiva? Qual a razão de continuar? Porque é que mesmo não querendo persisto em deixar o coração bater? Como é que ele ainda bate, mesmo com este peso e desgaste? Como suporto todos os minutos sem me desmanchar em lágrimas?


Há dias em que cedo à vontade de não ser, de não existir. Não saio da cama, de casa, de mim. O telemóvel toca para quem liga, mas não para mim. A televisão não me diz nada. Sou eu e eu e o silêncio. O vazio, que antes era assustador, é quase que uma casa para mim. Talvez seja a dor que me alimenta, ou que se alimenta de mim.


A vida pára quando não há caminho a seguir, quando não há metas a cortar. A minha parou quando confundi a nuvem com o céu e os troquei. De que serviu tanto erro, tanto arrependimento, tanta dor? Onde está a parte do crescimento que deveria surgir de tudo isto? A tal lição de vida que nos empurra de novo a tentar não sei o quê (porque não o vejo) de onde vem, quando vem? Será que vem?


Há que fazer o funeral de quem partiu: a menina feliz e cheia de certezas lineares e inflexíveis, de cabelos compridos ao vento, com aura brilhante e olhar maroto. Morreu a Leila das fantasias, do conselho fácil, dos braços abertos, do optimismo e da preserverança teimosa. Morreu a Leila dos amarelos e do moreno, da aventura e da unicidade. Morreu a Leila da Amélie Poulin.


A fénix pode até já ter renascido das cinzas. Mas quem é esta nova fenix? Esta não sorri tão facilmente, protege-se de situações de antiga euforia, esconde-se dos outros e até de si, atrás de trabalhos e prazos e obrigações que antes eram secundários. Esta não tem piada. É sarcástica e desistente. É piedosamente derrotada. Esta tem os braços caídos a toda a hora e arrasta-se numa vontade vazia.


Triste existência. Triste história. Triste merda.

sábado, 14 de março de 2009

Eu sei que é chato chegar aqui e não ver nada de novo. Ao fim de algum tempo já não dá vontade de cá voltar. A verdade é que os dias vão passando, uns atrás dos outros, e não vai havendo nada de especial para dizer.
Tem sido uma sucessão de dias perfeitamente normais, alguns com pontos mais ou menos fortes, mas nada de incomum para dizer, ou sem novidades para contar.
De qualquer forma, ao fim de tanto tempo, há sempre um pouco de história que se pode resumir.
A época de exames passou e até trouxe boas novidades. As notas foram todas bastante positivas. Uma desiludiu um pouco, mas não é nada que não se resolva no próximo ano com uma melhoria.
O meu sobrinho mais lindo continua lindo, inteligente, encantador e perfeito, como seria de esperar. Estar com ele é como ir a um spa e estar lá horas.
Quanto ao resto, lamento que a fénix tenha conduzido alguns a pensar que o renascimento havia acontecido. A verdade é que é muito mais complicado do que isso. Antes de renascer, a fénix desfaz-se em chamas, e é do sofrimento da morte que lhe vem a força do renascimento. Para já, ardo e ardo. É um dia atrás do outro, como diz o cliché. Os amigos ajudam sempre a sorrir, nem que seja só para lhes agradar.
Sem mais nada para contar, só me resta fechar o bico e esperar que os dias se sucedam rapidamente até ao dia de renascer. Vejamos como serão as minhas penas.

segunda-feira, 2 de março de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Adeus Zé...
Guardarei de ti a certeza de que agora estás em paz e que o teu mundo se descomplicou. Ficarão para sempre as memórias que te marcaram sempre: a piada inteligente e sempre certeira, uma tarde à sombra ao som da guitarra e do sorriso, a forma fantástica como me recebeste quando eu não conhecia ninguém, o teu sorriso aberto e o teu sotaque, as palavras belíssimas e o olhar atento a coisas que escapam aos comuns.
Agora voarás para sempre, livre... Quando nos encontrarmos de novo diz-me como foi e "mostra-me os cantos à casa", como já fizeste antes.