Hoje sei o que é ter alguém do meu lado. Realmente ter alguém do meu lado. Tenho-o fisicamente, não sempre, mas sempre que nos é possível. Tenho-o do meu lado, porque me defende, dos outros e até de mim mesma. Tenho-o do meu lado porque me apoia nos meus projectos e sonhos. Tenho-o do meu lado porque me ajuda quando os problemas surgem. Tenho, por fim, alguém que me ama de facto, com tudo o que isso implica. Sem demonstrações fúteis, ainda que grandiosas, mas provando-o todos os dias no que realmente é importante. E o meu único receio é não saber corresponder-lhe, não em sentimento nem em intenção, mas na minha inabilidade para lhe retribuir tudo o que recebo.
O blog de todas as coisas: de coisas banais e de coisas sérias; de coisas bonitas e de coisas feias; de coisas inventadas e de coisas reais; de coisas minhas e de coisas dos outros; de coisas interessantes e de coisas estúpidas. Enfim, o blog de coisas da vida, de coisas ...
terça-feira, 26 de agosto de 2014
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Há anos que não escrevia mais do que cinco frases juntas, como fim em si mesmo. Mas tu inspiraste-me! Nem sei como me dirigir a ti. Não és masculino, nem feminino. És simplesmente "tu". E tu fizeste os meus dedos quererem circular pelo teclado, sem ser para comunicar com ninguém em específico. Obrigada por isso! É refrescante!
domingo, 24 de agosto de 2014
Vai ser por ti!
Vai ser por ti! Vai ser pelo sonho de trazer alguém ao mundo como tu! Pela coragem de enfrentar o risco de perder como te perdemos a ti! Vai ser dedicado a ti! Que não conheci, mas que amei tão pura e genuinamente como ao teu irmão e ao resto da tua família! Com quem fantasiei sorrisos, passeios, partilhas! Vais ser tu a caminhar ao lado, a dar-me a tua mão tão pequena, mas mais forte que a minha! Vais ser tu a suportar o peso da minha motivação! Vai ser por ti...
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Ainda bem que eu não sou princesa, porque assim posso apreciar o homem que és
muito para além das armaduras, cavalos e estorias de treta dos príncipes encantados.
Ainda bem que és apenas um homem imperfeito que encaixa na medida da minha imperfeição.
São os momentos de loucura, fraqueza e fealdade que marcam a diferença e imprimem realidade ao que é naturalmente inexplicável.
O amor nasce no defeito, na dor, no pior. Sobrevive do melhor, no perdão, na humildade.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
E se...
E se o amor existisse mesmo? E se fosse possível encontrá-lo? E se já o tivesses encontrado?
Tens a certeza que o reconhecerias? Saberias cuidar dele? Custando o que custasse?
O que seria mais importante para ti? Teres uma pessoa ao teu lado que tem tudo para te fazer feliz, ou o teu orgulho? os teus costumes? os teus vícios? a tua vontade? ...
Se, de facto, sentisses que aquela pessoa tem todas as qualidades para te suportar até ao fim dos teus dias, farias com que os dias dessa pessoa fossem agradáveis, ou preocupar-te-ias mais com a agradabilidade dos teus?
E no que toca a bem-estar: qual porias em primeiro lugar?
Será que alguém está verdadeiramente preparado para amar? Porque AMOR é a utopia do incondicional, do eterno. É difícil ser-se tão imperfeito e, depois de alcançar, conseguir manter algo tão poderoso.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Scientific question to a heart?
Lets go back to the start!
Could we forget all that was lived and just start over again?
Could we forge a new beginning out of just the will to go further?
Could we erase all that was said and done and just get to know each other again?
Could we forget all that was lived and just start over again?
Could we forge a new beginning out of just the will to go further?
Could we erase all that was said and done and just get to know each other again?
What if we found out that we are much more beautiful than what life made us?
What if we saw the greater we would be just being true to a feeling instead of ourselves?
Would you bet that an illusion could be a fresh start for a broken heart?
terça-feira, 24 de maio de 2011
Liberdade...
Mesmo sem voz, faço-me ouvir. Prendam-me os braços e as pernas e, ainda assim, irei onde desejo. Mesmo de olhos fechados consigo ver a beleza que Deus deu ao mundo.
A minha liberdade está onde nenhuma correia a pode prender, onde nenhum tirano a pode roubar, onde nenhuma incerteza a pode abalar.
A minha liberdade está onde nenhuma correia a pode prender, onde nenhum tirano a pode roubar, onde nenhuma incerteza a pode abalar.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Não é?
E porque eu não sou inconsciente e não consigo fazer de conta que não vejo ou que não tenho opinião:
E diminuirmos o Estado Social ao mínimo e indispensável: no cuidado aos doentes sem família e à vacinação das crianças e coisas assim? Deixarmos que a caridade seja feita voluntariamente e não de forma obrigatória, indiscriminada e sem critérios.
E acabarmos com a participação do Estado na economia e potencializarmos a iniciativa privada, diminuindo assim a tentação pela corrupção política e deixando que as pessoas usem o seu dinheiro e propriedades conforme lhes aprouver?
E limitarmos a influência do Estado na vida das pessoas a uma acção de retaguarda e financiamento, fiscalização e manutenção das forças de segurança, que assegurasse apenas que a liberdade, dignidade e propriedade de cada um são preservadas?
E passarmos a decisão para o país e tornarmos os cidadãos responsáveis pela orientação económica e estratégica de Portugal? Acabavam-se assim as manifestações e deixávamos de precisar de uma Assembléia da República tão cobiçada e ironicamente sempre tão vazia.
E se a Função Pública fosse reduzida ao mínimo e passássemos a força de pessoal para o sector privado, reduzindo instantaneamente a despesa com pessoal que o Estado (aka todos nós) tem no nosso bolso?
Se deixássemos de avaliar a nossa Constituição e a reduzíssemos a princípios que orientassem o nosso povo para uma sociedade responsável, mais culta e livre? A lei deve ser feita para os homens, não ao contrário.
Quem quer apostar que reduzíamos o nosso défice em menos de dez anos, porque todo o dinheiro gasto em empresas do Estado que nunca chegam a pagar-se a si mesmas, e numa Função Pública recheada de pessoas mal-preparadas, mal-escolhidas e mal-habituadas, e em fugas nunca explicadas e sempre abafadas e ignoradas por um povo que se queixa muito, mas que prefere assim, porque "a culpa assim morre solteira" e "eles - quem quer que eles sejam - nos ficam sempre a dever, ia ser todo conduzido para pagar os juros absurdos de uma dívida pública que foi comprada pelos mesmos parvos que se queixam de tudo e por nada para lhes pagar os subsídios, e os abonos, e os benefícios e as ajudas.
Talvez viéssemos mesmo a ser uma potência mundial. Talvez, finalmente, conseguíssemos ver o potencial turístico, científico e financeiro que Portugal encerra em si.
Mas são muitos "ses" e demasiados "talvez" para um país de medíocres que não quer mudança. Quer é conforto e mama e promessas vazias. Afinal, toda a gente se queixa que é vira o disco e toca o mesmo, mas alguém vota sempre nos mesmos que estão lá sempre. Não é?
terça-feira, 15 de março de 2011
Vai um manguito à Zé Povinho! (1)
Tendo em conta o estado em que o nosso país se encontra, talvez nos devêssemos perguntar primeiro: qual é o verdadeiro problema de Portugal? Talvez a maioria das pessoas ficasse surpreendida quando realizasse que o problema real, profundo, crónico até, não passa pela governação, pelos políticos, nem pela situação económica internacional. Talvez se surpreendessem com a constatação de que estes são sintomas de algo que é uma culpa que não vem de cima, mas de dentro, de si.
Ao longo dos anos, séculos, o Português perdeu aquelas características únicas que muitos consideravam pouco evoluída, de baixo nível.
O Português era um homem ou uma mulher sem vergonha na sua profissão, fosse ela uma padeira, ou um poeta. O Português consumia o que era seu, não porque era nacionalista ferrenho (ainda que o fosse convictamente), mas porque o seu era o melhor que alguma vez poderia encontrar. O Português era alguém ponderado, convicto dos seus princípios e crenças. O Português não abria mão da sua honra, do seu trabalho, nem dos frutos deste. O Português era uma pessoa que se esforçava ao limite pela sua família, mas também pelo seu país. O Português não mendigava, não por vergonha, mas por orgulho. O Português sabia o que conseguia realizar pelas suas próprias mãos e não aceitava nada de ninguém que não fosse merecido. O Português viajava e absorvia a beleza de cada lugar, mas mantinha a sua identidade. O Português sempre aprendeu rapidamente qualquer idioma, mas escrevia a alma sempre na Língua da saudade. O Português primitivo, hoje visto como labrego, como sujo de terra e de ideias retrógradas nunca faria uma manifestação exigindo que lhe resolvessem os problemas. O Português, sem baixar a cabeça ou os braços, suaria as estopinhas para conseguir pelo seu próprio pulso tudo quando desejasse. O Português encarou a fome, a dor, a perda como parte de um caminho de realização, de sucesso.
Nunca ouvi o meu bisavô dizer mal de um Português. Nunca o ouvi desonrar Portugal. Este orgulho na Pátria que a ditadura desvirtuou e que a "revolução" ridicularizou, retirou-nos muita identidade, muitas das qualidades que nos fizeram grandes e fortes. Todas as vezes que sem merecer, um português recebeu ajuda, subsídios, fundos comunitários, entre outras chupetas que fomos aceitando, o seu orgulho, a sua força, a sua identidade mirrou.
Hoje, vejo rejubilar uma geração "à rasca", que pede mais chupetas, porque não consegue viver sem a mamã(a). Quem é que os pôs lá? Quem é que por votar errado ou não votar de todo lhes permitiu que um Primeiro-Ministro associado a praticamente todos os casos de corrupção política da última década, fosse o Chefe do Governo? Quem pela força da sua própria inércia lhe permite que tenha algum poder sobre si?
O poder que eles têm é virtual. Assenta no controlo que cada um lhes permite na sua vida. Nem o poder legislativo, nem o judicial, nem o executivo controlam se isso não lhes for permitido por quem é controlado.
Tanta gente e ninguém teve coragem de avançar medidas corajosas, desobedientes, duras, difíceis de manter? Aqui vão algumas: votem em branco (o regime acaba por cair); não respondam ao Census e não paguem a multa que eles vão mandar, não vão ao tribunal quando vos chamarem para dizerem porque não responderam e não pagaram; não paguem as portagens, nem as propinas, nem os impostos, nem as taxas, nem nada com que não concordem; não façam nada só porque vos mandaram; ouçam para além do que eles dizem; leiam mais e pensem mais. Se forem presos por defenderem os vossos princípios, já ganharam. Mas não há cadeias, polícias, tribunais para um conjunto determinado e preserverante de indivíduos que lute pacificamente por uma mudança verdadeira, dura, mas fortalecedora. Nem um Exército pára a força de um país com sede de melhoria.
Se um dia, com a desculpa da segurança da "comunidade", vos mandarem enfiar um chip no cú, pensem antes de obedecer. Não se admirem com a expressão. Eu falo em bom Português. E não se surpreendam com a sugestão de medida, porque a maioria da carneirada já tem o chip no carro, só porque lhes mandaram. Agora, insurgem-se com as multas que os chips permitem passar. Que parvos que são, de facto!
Voltas no túmulo dá quem nos permitiu um dia erguer uma bandeira com castelos azuis e um escudo impenetrável, por todas as vezes que nos prostituímos a um estilo de vida confortável, mas preguiçoso. Mais vale deitar no lixo os versos de Camões, Pessoa e todos os outros que um dia foram abençoados por uma Língua difícil, complexa, linda, maior, erguida em bases de rocha. Uma Língua que evoluiu naturalmente, na boca de um povo de peito erguido e de face roxa do trabalho ao sol. Uma Língua que se esquece e abandona por um mercado internacional mais apelativo que fomos NÓS a criar, a permitir, a educar. O Zé Povinho é uma marca de confiança, de revolta, não contra os que não lhe dão o que ele quer sem pedir nada em troca, mas de quem é capaz de fazer um manguito a todos aqueles que se atravessam entre ele e o seu objectivo de vitória.
Perda de identidade é do que nós sofremos. Não sabemos onde está a nossa fronteira física, linguística... Não sabemos de onde viemos, o que já conseguiram em nome da nossa terra. A maioria dos ditos portugueses nem sabe que se tivessem orgulho no que já se fez em nosso nome - porque nós somos as gerações vindouras do nosso passado - se escreviam sempre como Portugueses de Portugal!
E assim é clara a mediocridade em que caímos. Ninguém dá o seu melhor por nada. Ninguém vê no obstáculo, na dificuldade, um desafio, uma meta. Só se ouvem queixas, lamúrias de gente fraca, empobrecida de ideias, de ideais, de tudo. Mesmo sem Novo Acordo Ortográfico, são muito poucos os que ainda sabem falar ou escrever a Língua Portuguesa.
Eu comecei este texto com vontade de falar de Desobediência Civil. Queria acreditar que fosse possível haver nesta terra gente suficiente para levar a cabo a mudança que ela precisa. Que houvesse dignidade suficiente entre nós para que os ideais fossem mais fortes que a necessidade de conforto, de segurança que nos incapacita mais a cada dia. Ir para a cadeia é um orgulho quando é feito por algo maior. Mas abandonar o sofá, a preguiça, a mediocridade exige dos portugueses muito mais do que aquilo que lhes resta para dar.
Vale a pena dizer a alguém que troça com os velhos porque eles dizem que nós não sabemos o que são tempos difíceis, que eles têm razão? Que a nossa prepotência é absurda face a uma pessoa que sustentou a família com uma sardinha por dia, para quatro pessoas! Que andava descalço e lavava a roupa à mão no rio gelado! Que trabalhava desde o amanhecer até ao pôr-do-sol para ganhar uma miséria, mas que era toda merecida. Toda! Que educava os filhos duramente, não por falta de amor, mas por causa dele. Que lhes ensinava como resistir aos estalos da vida, às pedras do caminho, às amarguras da perda.
Não sabemos o quão ingratos somos para com esses velhos que andam entre nós, humildes, de costas vergadas, rezando por nós, usando os trapos de há 20 anos, porque não sabem viver na luxúria, na prepotência, na arrogância que a fraqueza nos permite. Eles, sim, são explorados, enganados, gozados. Eles ainda hoje passam fome. E não é o Estado do Governo que os abandona todos os dias. São os filhos e os netos e os bisnetos que se afastam quando as suas mãos enrugadas, calejadas, cansadas, mas esperançosas lhes tentam tocar, abraçar. Não para pedir, mas para dar. E são muito superiores do que qualquer milionário. Porque eles têm muito mais para dar na sua mão vazia. Eles têm neles ainda o Português que a geração fraca, destruída, desnutrida de cultura e inteligência que se manifestou neste sábado na rua.
Geração à rasca, não. Geração rasca mesmo. Geração que não usa o que tem para nada. Que não sabe o que quer dizer ser Português. Lutem por algo maior que o vosso umbigo. Encham a vossa casa de velhos e aprendam que a luta não se faz na rua, ao Sábado, entre amigos e música. Encham o vosso coração de orgulho, de nacionalismo de 1143 e cresçam. Não abram a mão a pedir, fechem-na num instrumento e labutem. Não escolham os instrumentos bonitos, mas os úteis, os práticos. Agarrem qualquer oportunidade para melhorarem. Querem mudar alguma coisa? Comecem por vocês mesmos!
Já me dizia o meu avô, um dos meus velhos: "se fores a melhor, vais ser tu a escolher e a recusar." Trabalho para isso, avô. Para saber o que é ser melhor. Para saber o que é ser Portuguesa, não no papel, mas no coração e na identidade.
Um manguito a todos os que sucumbem à sua própria fraqueza. Um brinde a todos os que se elevam em si mesmos!
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