quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Coisas tristes

Sinto-me cair. Cair de novo naquela tristeza e isolamento.

Vou às aulas, trabalho para a faculdade e para todos os outros compromissos que vou tendo marcados, mantenho um sorriso, ainda que ténue ou mais fraquinho, na cara. Enfim, por fora, tirando as olheiras, parece estar tudo bem. Mas a verdade é que o sono não tem aparecido muito, ou de forma saudável. De novo os fantasmas atormentam. Vêm de repente, sem eu contar e tomam todo o pensamento. De dia. tenho a cabeça ocupada com tudo e mais alguma coisa, mas há noite... Há noite deito a cabeça e nada mais há para pensar e é então que toma conta a consciência, a memória, o rebuliço de sentimentos estranhos que não entendo bem.
A questão é que estou cansada, muito cansada. Cansada de estar aqui, cansada destes fantasmas, cansada de estar cansada.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Deixem-me exaltar-me um bocadinho

A FPCEUP é uma instituição recheada dos melhores profissionais de Psicologia (e não só), sendo por isso um local onde os alunos são escutados e um local onde a saúde mental de todos os indivíduos é tida em conta e, por isso, também a qualidade de vida em geral. _ MENTIRA

A FPCEUP é uma instituição universitária recheada de professores, alunos e pessoal administrativo mais preocupado com a satisfação dos seus próprios interesses do que no bem comum e que, por isso, não olham a meios para verem cumpridos os seus caprichos.

A FPCEUP deveria levar um banhinho bem profundo para limpar todas as situações de desrespeito interpessoal, para eliminar estes interesses (maioritariamente egoístas e fúteis), para limpar a memória de todos aqueles que foram injustiçados por um sistema obsoleto construído apenas com a finalidade de cumprir os interesses pessoais dos que têm poder e transmitir uma imagem totalmente contrária.

A FPCEUP tem professores que deveriam sentar-se, de novo, e por muito tempo, no banco dos estudantes, voltar a sentir na pele as injustiças provocadas por aqueles que acham que sabem tudo e não devem nada a ninguém.

Os professores da FPCEUP e os órgãos directivos (por eles constituídos) não podem esquecer que os seus estudantes são produto também das suas acções e ensinamentos. E não fosse os estudantes terem sentido crítico e um padrão ético bem-formado, seguiríamos um modelo nada bonito. Órgãos de gestão a marcarem à pressa inscrições para abafarem a indignação dos seus estudantes; professores interessados em proteger o seu ego, mais do que a sua reputação; professores a deturpar e a gozarem com as declarações exaltadas dos estudantes; estudantes demasiado exaltados e precipitados nas suas intervenções; ...

Tudo isto num dia. Tudo isto na FPCEUP. Processos que se escondem do olhar mais crítico; desculpas inventadas para justificar a angariação de mais dinheiro; jogadas de baixo nível; ...
Tudo isto é incompreensível na FPCEUP. E eu tenho o nome para tudo isto: HIPOCRISIA.

Ser psicólogo envolve saber escutar, respeitar as opiniões e o sofrimento dos outros, tentar levar os indivíduos a um equilíbrio mais saudável que conduza à saúde mental e, idealmente, à melhoria da qualidade de vida!!! O nosso/vosso papel é cuidar, não o contrário.

É tudo verdade e é tudo ignorado. E é quem nos ensina isto mesmo que lhe passa por cima e põe em causa a saúde mental dos estudantes desta faculdade.

E há desculpa para tudo: para a desorganização, atrapalhação e incompetência dos Serviços Administrativos (ou Secretaria); para a forma como são decididos e conduzidos os processos (todos eles); para a falta de intervenção da AEFPCEUP e para a falta de informação constante que devia circular entre os estudantes e é fechado em gabinetes pelos seus próprios colegas.

Não gosto e não quero. Estou triste e desmotivada. Estou desconfiada de todos. Estou desanimada para o curso e para as pessoas. Não me apetece continuar assim.

Alguém tem de dizer alguma coisa. Alguém tem de começar a dar as mãos e em união começar a mudar as coisas. Somos nós. Eles são o passado repetitivo, obsoleto, currumpido pelo seu próprio egoísmo. Nós somos a mudança, se o quisermos.

sábado, 11 de outubro de 2008

Coisas informativas


Venho lembrar que está a decorrer o Festival Internacional de Jardins em Ponte de Lima. A Diana, minha cunhada, mãe do meu sobrinho e a melhor arquitecta paisagista que eu conheço tem um jardim a concurso: Energias Reflectidas.

Não se esqueçam que é um passeio fantástico, tanto pela vila (a mais antiga de Portugal), como pelo próprio Festival. Para além disso, o jardim merece mesmo ganhar.

O meu pedido é que vão a Ponte de Lima e votem. O bilhete tem o mísero valor de 1€.

Vão, divirtam-se, aprendam e votem.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Cenas fixes

Venho dar novas da minha vida, não porque isso interesse a ninguém, mas porque é uma boa maneira de eu difundir algumas iniciativas ou "cenas" interessantes que eu encontro.
Por exemplo, na quarta-feira passada fui ao cinema só com miúdas. Vimos o "Bienvenue chez les Ch'tis". O cinema europeu tem, de facto, outra qualidade e outra magia. Estamos a falar do filme mais visto de França. Tendo em conta que é um filme comédia, talvez isto surpreenda. Mas não. Para quem vê o filme, faz todo o sentido. Começa devagar. A dada altura uma pessoa pergunta-se o que raio estaria a pensar para ter comprado o bilhete. E quando se dá por ela, já não aguentamos de dor na barriga de tanto rir. Aconselha-se. Aliás, recomenda-se.

Depois do cineminha, eu e a Ana fomos para o Piolho (ou Âncora d'Ouro, nome oficial) beber um copo. O café, que já teve qualidades de tasca, mas que hoje se apresenta com uma roupagem refrescada e bonita, foi o local para encontrarmos gente divertida, já tocada, mas excelentes companhias para o tempo que decidimos lá ficar.


No domingo fui passear com a Ana pela Maia. Não conhecia e continuo sem conhecer a Maia. Mas apreciei o passeio num jardinzinho pouco cuidado, onde crianças jogavam futebol e uma senhora se espraiava mesmo juntinho a um espelho de água. Um geladinho comido e a conversa posta em dia, continuámos o passeio. E eis que descobri eu (a Ana já sabia) o Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia. Adorei a ideia e só fiquei cheia de pena por não ter disponibilidade de lá ir este ano. Fica, no entanto, a promessa que para o ano lá estarei. O evento realiza-se até ao final do fim-de-semana no Fórum da Maia. Depois demorámo-nos um pouco a contemplar o belíssimo pôr-do-sol que a calçada de Matosinhos oferece. Foi de chorar por mais.

Esta quarta-feira repetiu-se a visita ao Piolho. Não foi tão divertido como da última vez, mas ficam já todos convidados a aparecer esta sexta-feira para se divertirem connosco.

sábado, 4 de outubro de 2008

Voltámos das vindimas. Vai haver menos vinho que no ano passado, mas foi muito divertido e cansativo. A comida da avó, como eu previ, estava ecelente. A viagem foi horrivelmente cansativa, mas soube tão bem chegar a casa.

Coisas informativas

Caros amigos que visitam o meu blog e que votam nas "enquetes",

Venho por este meio pedir desculpa por ter feito "reset" na última sondagem. O motivo é bastante simples: faltava referir uma entidade política.

Por isso, peço que voltem a votar ou que votem (se ainda não o fizeram).

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Coisas fixes


Amanhã vamos às vindimas. Esta actividade, boa para realizar em família, é positiva para a interacção entre as pessoas envolvidas e faz muito bem ao físico, porque proporciona exercício físico útil e compensador. Para além disso, é sempre bom comer a comidinha da avózinha. Depois conto como foi.


Atenção: Continuo à espera que se assumam. Filipa, muito em breve, espero eu. :)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Coisas fixes

Minha gente, está na hora de se assumirem.

As pessoas que na sondagem "O que pensas da minha decisão?" responderam "Podes vir viajar até minha casa" identifiquem-se. Vou tentar mesmo visitar-vos.

Me aguardem...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Coisas para pensar


Podem vir os percalços, as confusões, as burocracias, os gozos, que os estudantes deste país conseguem sempre dar a volta por cima e pôr os seus assuntos em ordem. Ainda não acabaram as confusões. Daqui a pouco tempo, os estudantes de mestrado começarão preocupados a procurar conseguir o orientador e o projecto que melhor lhe convém. Teremos, mais uma vez, de nos submeter a um método desumano (no sentido de não ser humano) de escolha, no qual somos apenas números. Não gosto, não concordo e não me sinto bem.

Hoje, uma professora dizia que era mau para si ter mestrandas de uma área completamente diferente da sua. Justificou o facto com o sistema que temos. Acho que é uma fuga compreensível, mas não aceitável. O sistema é feito por nós e deve ser feito para nós, não o inverso. Já Cristo defendia que as leis são para os homens, não os homens para a lei.

Ou somos conformados e presos ou somos mais do que o que esperam de nós e somos livres...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Coisas para pensar

Todos os anos é a mesma coisa. A secretaria da FPCEUP leva-nos à loucura. Todos os anos alguém levanta a voz e exige ser respeitado (como se isso não fosse um direito adquirido à nascença). E o mais curioso é que todos os anos inventam um motivo novo para ser tudo uma bandalhice.

Toda a gente conhece as dificuldades do sistema em época de inscrições, mas há complicações que são evitáveis. Expliquem-me qual a utilidade de alunos do quarto ano se inscreverem em dissiplinas que dispõem apenas de um horário? Não vos parece uma formalidade absurda? Para mim é muito claro. Nessas os alunos deveriam ser colocados automaticamente.

Expliquem-me como é que um serviço administrativo com quatro funcionárias, a trabalhar apenas com três em época de inscrições, apenas coloca uma pessoa a atender todos os alunos, com a variedade de problemas e dúvidas? Não vos parece lógico que se dividam e encarem as inscrições de todas as frentes? Não vos parece que os alunos do primeiro ano primeira vez deveriam inscrever-se num local aparte, visto o corredor e a sala em si serem demasiado apertados e pequenos para albergarem tantos alunos? A mim parece clara esta necessidade.

Não vos parece absurdo começarem as aulas na mesma semana em que temos de encarar filas enormes de espera para sermos atendidos no serviço administrativo, ficando assim impossibilitados de ir às aulas? E que os exames da época especial decorram enquanto temos de nos inscrever em horários (únicos, muitas vezes), dispendendo de tempo em que deveríamos estar a estudar? A mim parece-me.

Não vos parece ridículo respondermos e obedecermos a um computador e cumprir formalidades só porque sim, porque a máquina não se entende de outra forma? A mim parece-me estapafúrdio. Sinto saudades do tempo em que as pessoas nos recebiam cara-na-cara e nos tiravam as dúvidas, quando eram competentes ainda que não estivessem bem-dispostas. Sinto saudades de me sentir humana e não um número, ou um código, ou uma formalidade, ou mais um na fila de espera. Talvez devessemos todos aprender a ser humanos com os desenhos animados. O filme Wall-e mostra de forma amorosa como nos podemos perder se não nos encontrarmos na confusão dos números e máquinas, se não deixarmos de depender de máquinas e passarmos a depender uns dos outros, se não virmos que nos estamos a tornar em gordos, estúpidos, vazios, isolados.