quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Texto de Ricardo Araújo Pereira:

Circunspecção de mau gosto
Julgo que a opinião da directora da DREN, Margarida Moreira, segundo a qual a ameaça a uma professora com uma arma de plástico foi uma brincadeira de mau gosto, é uma brincadeira de mau gosto. Mais uma vez se prova que a crítica de cinema é extremamente subjectiva. Eu também vi o filme no YouTube e não dei pela brincadeira de mau gosto. Vi dois ou três encapuzados rodearem uma professora e, enquanto um ergue os punhos e saltita junto dela, imitando um pugilista em combate, outro aponta-lhe uma arma e pergunta: «E agora, vai dar-me positiva ou não?» Na qualidade de apreciador de brincadeiras de mau gosto, fiquei bastante desapontado por não ter detectado esta antes da ajuda de Margarida Moreira.
Vejo-me então forçado a dizer, em defesa das brincadeiras de mau gosto, que, no meu entendimento, as brincadeiras de mau gosto têm duas características encantadoras: primeiro, são brincadeiras; segundo, são de mau gosto. Brincar é saudável, e o mau gosto tem sido muito subvalorizado. No entanto, aquilo que o filme captado na escola do Cerco mostra aproxima-se mais do crime do que da brincadeira. E os crimes, pensava eu, não são de bom-gosto nem de mau gosto. Para mim, estavam um pouco para além disso - o que é, aliás, uma das características encantadoras dos crimes. Se, como diz Margarida Moreira, o que se vê no vídeo se enquadra no âmbito da brincadeira de mau gosto, creio que acaba de se abrir todo um novo domínio de actividade para milhares de brincalhões que, até hoje, estavam convencidos, tal como eu, que o resultado de uma brincadeira é ligeiramente diferente do efeito que puxar de uma arma, mesmo falsa, no Bairro do Cerco, produz.
O mais interessante é que Margarida Moreira, a mesma que agora vê uma brincadeira de mau gosto no que mais parece ser um delito, é a mesma que viu um delito no que mais parecia ser uma brincadeira de mau gosto. Trata-se da mesma directora que suspendeu o professor Fernando Charrua por, numa conversa privada, ele ter feito um comentário desagradável, ou até insultuoso, sobre o primeiro-ministro. Ora, eu não me dou com ninguém que tenha apontado uma arma de plástico a um professor, mas quase toda a gente que conheço já fez comentários desagradáveis, ou até insultuosos, sobre o primeiro-ministro. Se os primeiros são os brincalhões e os segundos os delinquentes, está claro que preciso de arranjar urgentemente novos amigos.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Não tem desculpa nenhuma o meu esquecimento, nem mesmo o facto de estar cheia de coisas que o podem provocar. Por muito que eu me tenha afastado de ti, como me afastei de quase tudo, isso não perdoa o facto de não te ter dado o que mereces.

Não vou, por isso, pedir desculpa, nem perdão, nem vou dizer desculpas. Vou simplesmente faze aquilo que devia ter feito dia 13 de Janeiro.

Nas crises, no meio das tempestades enormes que fazem da nossa vida um caos. É quando perdemos tudo mas mesmo tudo aquilo que podemos perder por causa dos nossos erros, que percebemos quantos amigos temos. São aqueles que, mesmo quando cometemos o maior erro do mundo, nos sabem deitar a mão, quando caímos em nós e precisamos de chorar antes de arregaçar as mangas e lutar. São aqueles que nos chamam a atenção e nos guardam os segredos, por dolorosos que sejam, e que andam atrás de nós o tempo todo a apontar as pedras do caminho, porque temos os olhos tapados. São aqueles que nos obrigam a vestir e a pentear e a sair de casa para um sítio qualquer cheio de movimento e pessoas e música, e que mesmo com a nossa cara de cu, não têm vergonha de andar no meio dos outros. São aqueles que, quando estão mal e não querem estar com ninguém, ainda assim nos abrem a porta e ouvem com uma paciência infinita, só porque sabem que estamos ali porque lhes queremos bem.

Eu sei que o texto está confuso. E sei que nos últimos tempos temos estados longe e com pouco em comum. Mas aqui dentro, quando preciso de cor e de um sorriso, só preciso de fechar os olhos e pensar em nós assim: feias, gordas, mal na foto, mas muito contentes e unidas.


Parabéns amiga!!!

Desejo-te tudo de bom: amor, felicidade, saúde e muitos momentos bons comigo :P para este e para muitos anos que venham aí. Já sabes, I lamb u... very much...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

As pessoas perguntam quando escrevo de novo, porque não o faço. Para dizer a verdade, não há nada de novo a dizer. Pelo menos, a mim não me apetece dizer nada.
Peço desculpa a todos os que tentam fazer-me sorrir, que tentam ajudar. Lamento porque sei que é frustrante não saber como ajudar e dar de caras com alguém que não quer ser ajudado e acredita profundamente que não há nada a fazer. Espero que entendam que não é por orgulho, nem porque quero atenção. Embora eu entenda o impacto da minha vísivel má-disposição constante, não procuro ninguém para desabafar, nem para me fazer vista. Antes fosse transparente...
Bom, antes do Natal, tive que enviar um trabalho para um Professor. Não é um trabalho convencional, mas também não o é o Professor. Basicamente o mote era que eu reflectisse acerca da minha visão focada para o negativo e se isso está ou não relacionado com o meu estado de espírito. Sei que ninguém vai entender tudo, mas é uma forma de isto ter algo de novo e de eu tentar explicar o que sinto, mais uma vez.
Não vou copiar tudo para não ficar demasiado comprido e porque nem tudo tem interesse.
"Tudo começou há cerca de um ano e meio atrás. Um dia, simplesmente acordei e olhei para trás. Estava tudo numa confusão: coisas que havia feito e nas quais não me reconhecia… Apesar de me ter apercebido num segundo, demorou meses até perceber que me perdi a mim, ao meu sorriso, à minha energia e apenas tinha restado uma máscara que escondia o caos cá dentro. Perdi pessoas que ainda são muito importantes para mim e com as quais nunca mais vou poder recuperar a relação que tinha. Perdi um ano de faculdade que me atrasou ainda mais o tempo de me tornar autónoma. (...) Percebi que havia coisas que cá dentro tinham morrido, como a felicidade ou o amor. Percebi que nunca mais iria poder voltar atrás e refazer todas as coisas que fiz mal ou que não deveria ter feito.
De uma hora para a outra, eu passei da rapariga sempre alegre e um pouco arrogante, cheia de amigos, ligada às pessoas, optimista, despreocupada até, para esta rapariga cheia de medos, cabisbaixa, pessimista, sem auto-estima nenhuma, alienada de todos, até de si própria. Para evitar perguntas, montei mesmo sem querer esta máscara que eu acho que se aproxima um pouco da outra “eu” que já não existe, mas a verdade é quem me conhecia de verdade notou. Notou nas olheiras dos vários meses de noites sem dormir, no sorriso forçado, na falta de energia, na minha ausência mesmo quando o corpo estava presente, na vida que já não me habitava.
E os sentimentos que se amontoam agora são de culpa, porque eu podia ter evitado tudo, ou pelo menos o que eu fiz, poderia ter feito as escolhas que eu sabia que eram certas, podia ter-me mantido fiel a mim própria e aos meus princípios; de arrependimento, por não ter acordado mais cedo para a realidade caótica que eu criei; de saudade, muita mesmo, de tudo o que eu perdi, as pessoas, as memorias, o futuro que eu mesma fiz desaparecer como areia por entre os dedos; e, sim, é tudo negativo aos meus olhos. Não consigo olhar o futuro e vê-lo. Para mim, é uma amálgama de desespero, solidão e nulidade.
Todos os dias penso porque se desperdiça uma vida em mim. Passam-se os dias e eu não vivo, nem sobrevivo. Passo pela vida sem a saborear. Para ser sincera, não a quero, nem a mereço. Há quem lhe chame auto-punição, pois seja. Há coisas que fazemos que têm consequências mais graves do que outras. Esta teve consequências fatais para mim.
Eu sei o que isto parece. Sei como soa às outras pessoas. Mas se é assim que eu me sinto, o que devo eu dizer? O contrário, para que as pessoas não se sintam mal, não fiquem sem saber o que dizer? Não posso fazer isso. Já aguento mal esta máscara para evitar as perguntas às quais não quero responder.
As pessoas dizem que “um dia vai ficar tudo bem”. Mas “um dia” não vai ficar nada tudo bem, porque eu não posso voltar atrás no tempo e remendar tudo. As pessoas dizem que tenho que ultrapassar isto e aprender com os meus erros e com tudo o que se passou. É verdade, eu aprendi muita coisa sobre mim, sobre os outros, sobre uma realidade fria e calculista em que vivemos. E, se pudesse, não teria aprendido nenhuma dessas coisas. Nenhuma dessas aprendizagens me ajudou, não me fez evoluir para ser melhor, não me deu nada que eu possa achar que estivesse em falta. As pessoas dizem que o tempo cura tudo. Já passou algum tempo e, durante esse tempo nada melhorou, muito menos eu. (...)
Mudei para me tornar mais triste. Se os acontecimentos e as vivências a que somos expostos servem para nos fazer desenvolver, porque é que não nos podemos desenvolver para algo que os outros achem negativo, mas que faz sentido cá dentro? Eu não digo, porque estaria a mentir, que gosto de estar assim, de ser assim, mas sei que nada mudará. Talvez faça parte do conjunto do que sinto, mas talvez não.Portanto, respondendo à pergunta que me colocou: sim, o filtro negativo pelo qual passa tudo quanto vivo é causa directa desta minha maneira de estar.

domingo, 30 de novembro de 2008

Olhando para trás, onde é que está o que de bom me pode manter aqui? Mesmo agora, no presente, mesmo sem tentar fazer nada, nem bem nem mal, acabo por estragar como a ferrugem. Tremo dos pés à cabeça se penso no que me toca o futuro. Quanto mais pode uma fraca aguentar? Quantas lágrimas chorarei e deixarei por chorar até que se acabe tudo?
Vontade para nada. Sonho nenhum. Agradecimentos sinceros a todos os que tentam pôr-me um sorriso na cara, mais ainda aos que conseguem uma pequena gargalhada (às vezes tão fingida que se torna desproporcional). Desculpas por não conseguir corresponder.
Tudo inútil, porque no fundo não muda nada pedir desculpas ou agradecer. A vida não dá segundas oportunidades. Dá dias para continuar a sofrer, para recordar, para desistir sem poder fazer sequer isso. Amarras de dor.
Não há nada a fazer. Quem era já não é. Infeliz do que me conhece no agora. Estou a ser presunçosa. A diferença é eu ser mais indiferente. Seja pelo melhor.
Baixar os braços e esperar. Ela vem para todos. Há-de vir também para mim.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Estivemos todo o dia à espera. Falámos, enervámo-nos, rimo-nos, preocupámo-nos, desesperámos, mas no final ele nasceu. Porque a Diana não conseguiu fazer a dilatação e estava a perder líquido (o que constituía um risco para o bebé), teve de se submeter a uma cesariana. Mas está tudo bem.
O menino nasceu com 3,200kg, 48,5cm e cabelo ruivo, por mais improvável que isso possa parecer. Nasceu bonito, sossegado. A mãe tem dores e está a aprender a cuidar dele, como ele está a aprender a viver. Todos estão contentes. Aqui fica a foto.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Coisas fixes

Nem sempre o talento perde em Portugal. Apesar de sermos um país muito pouco dado à honestidade e à premiação do que realmente é bom, fez-se história e o jardim da Diana ganhou o Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima, claro. Para além de ser extremamente bonito, também representa exactamente aquilo que o tema sugeria. Há que criticar o que está mal, mas também há que realçar o que vale a pena. E este país precisa mesmo de coisas boas, para ver se o "povo" aprende a abrir os olhos.
Parabéns Diana e colegas!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Passe o tempo que passar, sei que isto não vai desaparecer. Tudo o que fazemos ao longo da nossa vida, passa a fazer parte de nós. Nunca vou poder apagar memórias (minhas e de outros), nem consequências, nem resquícios, nem nada. A única coisa que se apagou foi a oportunidade de escolher outro caminho. A questão que se põe é o que se segue então?
Hoje, ao pensar nisso (como faço todos os dias inevitavelmente) imaginei-me num futuro não muito longínquo. As hipóteses são sempre muito similares a duas muito básicas: um buraco muito escuro da existência na memória de outros, que é muito incerta, porque de facto não faço ideia de como as pessoas me guardam ou me guardariam; ou uma sobrevivência vazia e transparente, com o objectivo único de não ser motivo para mais sofrimento para ninguém.
Nenhuma das duas satisfaria ninguém no seu perfeito juízo. Provavelmente a segunda levaria mais tarde ou mais cedo à primeira, tendo como diferença a qualidade das memórias dos outros sobre mim. Talvez desta forma não se lembrassem tanto de mim, ou a minha ausência não fosse tão sentida, ou talvez não fosse sentida de todo. Melhor assim, talvez.
De qualquer das formas, nada de mim se faria de útil para mim mesma. E se pudesse escolher, talvez não chegasse tão longe. Há noites muito más, mas há sempre dias piores. E também alturas em que não há nenhumas melhorias e quando as soluções que outrora funcionaram não têm efeito nenhum. Talvez signifique que as soluções se acabam e que o fim se aproxima.
A verdade é que "morrer por ser preciso" deixa de ser uma hipótese boa e passa a ser uma utopia. Antes morrer só porque sim. Porque inventar motivos para sobreviver todos os dias é cansativo e, sinceramente, cada vez me parece interessar menos. Cada vez me parece mais que seria preferível não estar, a estar assim. Começa a ser difícil segurar a máscara e as pessoas começam a ficar fartas da minha tristeza. Até eu estou farta. E se a minha tristeza chateia tanto, e entendo que chateie, então eu não quero mais. Já não quero há muito, muito tempo.
Segurar as pontas porquê, por quem, para quê e até quando?
Provavelmente ninguém irá ler. Talvez por isso me permito o desabafo. Talvez continuar a escrever seja estúpido. Qual o objectivo?
Alguém escreveu, um dia, "Este foi o meu funeral." Quem me dera escrever o meu, mas de verdade. Escrever o fim, at last, e acabar com isto tudo. Não é egoísmo, é cansaço.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Como é que dizemos ao nosso próprio corpo e mente que vai ficar tudo bem? Que um dia o coração vai deixar de doer, que um dia os remorsos vão deixar de aparecer como fantasmas, que as memórias vão deixar de ser penosas, que a vida voltará a saber a tal... Ainda que pareça que não, como convencemos o nosso próprio ser que tudo voltará a ter cor e que os nossos lábios voltarão a sorrir?

Não quero ser quem era. Só gostava que esta angústia me abandonasse.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Coisas tristes

Sinto-me cair. Cair de novo naquela tristeza e isolamento.

Vou às aulas, trabalho para a faculdade e para todos os outros compromissos que vou tendo marcados, mantenho um sorriso, ainda que ténue ou mais fraquinho, na cara. Enfim, por fora, tirando as olheiras, parece estar tudo bem. Mas a verdade é que o sono não tem aparecido muito, ou de forma saudável. De novo os fantasmas atormentam. Vêm de repente, sem eu contar e tomam todo o pensamento. De dia. tenho a cabeça ocupada com tudo e mais alguma coisa, mas há noite... Há noite deito a cabeça e nada mais há para pensar e é então que toma conta a consciência, a memória, o rebuliço de sentimentos estranhos que não entendo bem.
A questão é que estou cansada, muito cansada. Cansada de estar aqui, cansada destes fantasmas, cansada de estar cansada.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Deixem-me exaltar-me um bocadinho

A FPCEUP é uma instituição recheada dos melhores profissionais de Psicologia (e não só), sendo por isso um local onde os alunos são escutados e um local onde a saúde mental de todos os indivíduos é tida em conta e, por isso, também a qualidade de vida em geral. _ MENTIRA

A FPCEUP é uma instituição universitária recheada de professores, alunos e pessoal administrativo mais preocupado com a satisfação dos seus próprios interesses do que no bem comum e que, por isso, não olham a meios para verem cumpridos os seus caprichos.

A FPCEUP deveria levar um banhinho bem profundo para limpar todas as situações de desrespeito interpessoal, para eliminar estes interesses (maioritariamente egoístas e fúteis), para limpar a memória de todos aqueles que foram injustiçados por um sistema obsoleto construído apenas com a finalidade de cumprir os interesses pessoais dos que têm poder e transmitir uma imagem totalmente contrária.

A FPCEUP tem professores que deveriam sentar-se, de novo, e por muito tempo, no banco dos estudantes, voltar a sentir na pele as injustiças provocadas por aqueles que acham que sabem tudo e não devem nada a ninguém.

Os professores da FPCEUP e os órgãos directivos (por eles constituídos) não podem esquecer que os seus estudantes são produto também das suas acções e ensinamentos. E não fosse os estudantes terem sentido crítico e um padrão ético bem-formado, seguiríamos um modelo nada bonito. Órgãos de gestão a marcarem à pressa inscrições para abafarem a indignação dos seus estudantes; professores interessados em proteger o seu ego, mais do que a sua reputação; professores a deturpar e a gozarem com as declarações exaltadas dos estudantes; estudantes demasiado exaltados e precipitados nas suas intervenções; ...

Tudo isto num dia. Tudo isto na FPCEUP. Processos que se escondem do olhar mais crítico; desculpas inventadas para justificar a angariação de mais dinheiro; jogadas de baixo nível; ...
Tudo isto é incompreensível na FPCEUP. E eu tenho o nome para tudo isto: HIPOCRISIA.

Ser psicólogo envolve saber escutar, respeitar as opiniões e o sofrimento dos outros, tentar levar os indivíduos a um equilíbrio mais saudável que conduza à saúde mental e, idealmente, à melhoria da qualidade de vida!!! O nosso/vosso papel é cuidar, não o contrário.

É tudo verdade e é tudo ignorado. E é quem nos ensina isto mesmo que lhe passa por cima e põe em causa a saúde mental dos estudantes desta faculdade.

E há desculpa para tudo: para a desorganização, atrapalhação e incompetência dos Serviços Administrativos (ou Secretaria); para a forma como são decididos e conduzidos os processos (todos eles); para a falta de intervenção da AEFPCEUP e para a falta de informação constante que devia circular entre os estudantes e é fechado em gabinetes pelos seus próprios colegas.

Não gosto e não quero. Estou triste e desmotivada. Estou desconfiada de todos. Estou desanimada para o curso e para as pessoas. Não me apetece continuar assim.

Alguém tem de dizer alguma coisa. Alguém tem de começar a dar as mãos e em união começar a mudar as coisas. Somos nós. Eles são o passado repetitivo, obsoleto, currumpido pelo seu próprio egoísmo. Nós somos a mudança, se o quisermos.