quinta-feira, 19 de Novembro de 2009



Este blog nunca serviu muito para fazer valer os meus pontos de vista em relação às "actualidades". Porém, a situação de asfixia já me está a incomodar. E é óbvio que não estou a entrar na troca de bocas entre os nossos políticos. Mas podemos começar exactamente por aí.


A nossa pequena república é uma coisinha ridícula. Para começar, estamos em vias de nos ver imposta uma ditadura que, na prática, já existe. Os poderes estão unidos por várias janelas, o que põe em risco a nossa liberdade e ao mesmo tempo abre um sem número de oportunidades para que os nossos políticos se espraiam em actos corruptos. Ora, e é isso mesmo que eles fazem. E a nossa justiça está tão obsoletamente corrumpida que ninguém faz nada para o impedir ou fazer punir. Ou então, mesmo quando se tenta, tudo vale para encobrir ou, à descarada, se safarem os senhores políticos.

Que triste sabermos que o chefe do governo deste pequeno país é um corrupto tão declarado e que, mesmo assim, a população continua a votar nele. Que triste pensar que o povo português está assim tão dimunuído no seu discernimento.
E não é um caso apenas que o implicam como homem sujo. São vários e cada vez mais. E ele continua lá, impune e intocável. E os Portugueses continuam a fazer-lhe vénias e a conceder-lhe poder sobre as suas vidas.


Parte de um governo semelhante, saiu aqui há uns anos um determinado ministro das obras públicas directamente para a presidência duma organização que não passa de uma nuvem de fumo sem sustentação possível. Todos os projectos de obras públicas, grandes ou médios, estão ao seu encargo neste momento e quase nenhum deles é assim tão imprescendível. Pelo contrário. Até podia ser uma empresa defensível, por ser portuguesa, por ser competente, por ser eficiente. Mas não é. É apenas portuguesa e nem o é na totalidade.


O governo nacionaliza bancos e empresas, a torto e a direito, sem dar satisfações a ninguém. O governo sustenta mais de metade do país com o dinheiro roubado a todos aqueles que se matam a trabalhar. O governo legisla e inventa maneiras de nos roubar a democracia e a liberdade. E nós nada fazemos para o impedir. Uns ficam à espera que a oposição, formada por corruptos de igual ou pior calibre aos do governo, aja. Outros nem sequer pensam no porquê da necessidade de agir. São os patetas alegres. E o nosso país tem-nos aos pontapés.

Mas, por favor, vejam isto, para perceberem um bocadinho do que estou a falar.

Como se não bastasse o nosso país ser medíocre, o mundo inteiro está podre. Senão vejamos o caso da gripe A, para referir apenas um dos muitos casos de estupidez mundial. Antes de mais, vejam isto, para perceberem do que estou a falar.

Tendo isto em conta, como podemos nós deixar que nos vacinem ou que vacinem os nossos? Mais, como é que deixamos que a Comunicação Social, os médicos e toda a gente deste país chame fetos a bebés de 8 meses de gestação?!!! O que raio é isto?
Não tenho porque ficar escandalizada, não é? Afinal, na administração Obama existe um determinado senhor cientista que defende o aborto até aos 2 anos! Sim, leram bem: até aos dois anos de idade!!! Que raio de humanos são estes? O melhor é o argumento do senhor: aos dois anos ainda não se tem consciência de si. Desde quando é que isso é motivo para se matar seja quem for?

Mas há pior pela Casa Branca. Muitos deles, incluindo a Sra. Clinton, defendem a eugenia (para quem não sabe o que é ver aqui), tal como foi defendido pelo Nacional Socialista Alemão (para quem não sabe, estou a falar do partido NAZI, que sim, era socialista e não fascista. Fascista era Mussolini). Pois é. Ninguém se informa e depois diz toda a gente que não sabia.

E não é só nos EUA que as coisas estão pretas. Aqui, no Velho Continente (tão velho que nem vê que é escravo do americano) há uma coisa chamada Tratado de Lisboa. Que vergonha que o nome da nossa capital esteja associado a algo tão infame! Esta coisa, que deveria ter sido votada por todos os europeus, não o foi em Portugal, nem na maioria dos países da UE. O último país a assinar esta estupidez será a Repúblia Checa. E porquê? Porque antes de assinarem querem lá ver uma cláusula que garanta que a Carta dos Direitos do Homem está acima deste documento. Não é preciso ser o Einstein para se perceber que o Tratado de Lisboa põe em causa a Carta dos Direitos Humanos mais do que em um artigo. Como é que é possível?!!! A Carta dos Direitos Humanos é o documentos moderno que mais precioso devia ser aos nossos olhos e nós deixámos que o nosso governo assinasse aquela coisa!

Agora vejam isto: o clima económico-político-social no tempo pré-ditadura nazi era mais ou menos o que estamos a viver agora. Mas, desta vez, o que nos querem impôr é a Nova Ordem Mundial, que mais não é do que a tentativa de se impôr um governo mundial, não eleito, formado por aquilo que os apoiantes chamam de "elite". Não pensem que o vosso nome está escrito nesta lista de "elite". Lá estão o nome do Sr. Obama, por exemplo, que até já escreveu um livro sobre isso e tudo. É a tentativa mais declarada que existe, de determinados auto-proclamados líderes carismáticos, como o nosso primeiro-ministro se acha, de se imporem à democracia. Não se enganem. O povo, a raia miúda fica sem voto em nada, zero. Ficamos à mercê do que mais lhes convier.

Todos estes motivos para histeria: crise económico-financeira, gripes aviárias e suínas, aquecimento global, entre outros, não são mais do que coisas que eles nos querem enfiar na cabeça para nos meter medo. Eles acreditam que se tivermos medo, aceitamos tudo o que eles nos imposerem. E eles têm razão. Mas não há aquecimento global nenhum. Não há nenhuma pandemia. Não há nenhuma crise económico-financeira. São tudo amplificações exageradas e sensasionalistas que servem para nos aterrorizar. Isto é a Teoria de Gestão de Terror posta em prática!

Pessoal, eu sei que é muita informação, mas informem-se. Estamos a ser comidos por patetinhas e não há necessidade para isso. Leiam as notícias, procurem informação e, se tiverem muita preguiça, ao menos leiam aqui algumas coisas verdadeiras que não passam na comunicação social, porque não lhes interessa.

Abram os olhos e não deixem que apertem ainda mais essas amarras que já estão nos vossos braços!

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009


Toda a gente sabe, a esta altura, que passei por algo mau. O nome que lhe dão é depressão. Ultimamente, a comunicação social tem falado nisso a propósito da morte do ex-guarda-redes do Benfica, Robert Enke. Mas por muito que se descrevam os sintomas, as sensações e os perigos, isso não basta para se perceber a dimensão que tem uma depressão. Eu, por minha parte, não me vou alargar a descrevê-la também.


Hoje, quero sublinhar que, durante este período negro, o que de me salvou foram os momentos positivos, no meio de toda a escuridão que me envolvia. Esses momentos foram-me proporcionados por muitas pessoas, mas não de forma consistente. O Ricardo, pela força daquilo que me fazia sentir, era como tomar 100 anti-depressivos duma vez só. Enquanto estava com ele, ainda que estivesse a dormir, estava tudo bem. A vida fazia sentido e tinha propósitos.


Fora disso, acho que apenas tu soubeste o que eu passei. Apenas tu me deste motivos para sorrir consistentemente. Todos os dias ouviste o que eu tinha para dizer, fosse a que horas fosse, mesmo que fosse a enésima repetição de tudo o que já tinhas ouvido antes. Não te cansaste um único dia de todos os dramas e histórias podres que tinha para contar. Não te cansaste de me apertar o braço com força e de me segurar com quantas forças tinhas. Não te cansaste mesmo quando eu era apenas um ninho de mofo e pó, a apodrecer quieta na minha própria porcaria. Muitos dias, era apenas isso que eu era.


Lembro-me das noites (altas horas), em que te liguei apenas para não chorar sozinha. E não fazia absolutamente mais nada a não ser chorar. E tu apenas ouvias pacientemente. Sei que morrias de medo que, no meio de todo o desespero em que estava enterrada, eu te largasse a mão e me fosse. E havia dias em que quase, quase foi o que aconteceu. E, ainda que tivesse acontecido, podes ter a certeza mais absoluta que não teria sido por tua falta. Estiveste lá, como mais ninguém.


Sei que estavam todos preocupados comigo, nessas alturas. A maioria interrogava-se mais pelos porquês do que se esforçava por me pegar na mão. Muitos tentavam agarrá-la e era eu quem não queria. Porque, por difícil que seja admití-lo, ninguém poderia entender-me nessa altura. Nem tu próprio me entendias a maior parte do tempo. Mas sabia que contigo não havia julgamentos. Sabia que de ti apenas haveria compreensão, atenção, esforço, carinho. Acima de tudo, soube sempre que de ti apenas teria dedicação. Afinal, é assim que se ama realmente. E, apenas tu, até hoje me provaste que isso não é apenas uma utopia.


Era preciso saber, como tu soubeste, para que eu não fugisse, como fugi de todos menos de ti. E, por isso, te deverei sempre a minha vida. Não consigo imaginar como teria sido, se tu não estivesses lá comigo, para mim, completamente esquecido de ti, das tuas defesas, daquelas que eram as tuas necessidades. Abandonaste-te a ti para me valeres a mim. O buraco onde te afundaste, foi cavado por mim. Foi o mesmo que o meu.


Por isso te disse que desculpas não bastam, nem para começar a remendar o estrago. Aliás, se pensar um pouco nisso, sei que se mexer posso estragar ainda mais. Basta que seja tocado por mim. Ainda assim, sei que nunca me perdoaria, se nada fizesse. Não seria eu, bem sabes. Sabes melhor do que ninguém. Como já te disse, viste por dentro e por fora, em baixo e no alto, tudo o que há de mim para ver. Se agora te pareço uma estranha, sabes que na realidade, ninguém me conhece melhor do que tu.

Agradecer-te, ainda que usasse todas as palavras bonitas que conheço, também não chegaria para que, nem tu nem ninguém, entedesse o quanto te tenho a agradecer. Todos os momentos que vivo desde o momento em que me agarraste são da tua responsabilidade. Ter vivido bem ou mal, ter errado ou acertado, ter sorrido ou chorado, ter-me entregue ou recebido, aconteceu tudo porque tu não desististe de mim, da minha vida.

Quando chegou a hora de tu precisares de mim, eu já estava demasiado longe de tudo isso. Tu jazias no buraco cavado por mim, olhando-me sem nada me exigires. Como de todas as vezes, escolher a saída mais fácil foi um erro. Deixei-te ali, porque olhar para ti, ver-te, ouvir-te era como voltar a descer e entrar de novo nessa treva. A minha cobardia não deixou que a minha força se mostrasse. O meu medo levou a melhor e quem sofreu foste tu. E se alguém havia que não o merecia eras tu.

Espero que os caminhos, o teu e o meu, não se afastem por muito tempo. Espero que se continuem a cruzar. Já errei contigo, já erraste comigo. Mas sei que o contrário é muito maior em quantidade e qualidade e espero que seja suficiente para sarar as feridas que ficaram. Isto não chega, nem de longe, para ajudar a aproximar-nos, a podermos sorrir juntos. Espero que seja um começo, um novo, um melhor. Não há na Língua Portuguesa um nome que abarque aquilo que nos une, aquilo que somos. Se isso não é motivo suficiente para tentar, não sei o que é. Mas isso sou eu...

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Coisas do Ruivo


O homem da minha vida vai fazer anos! Aliás, vai fazer 1 ano! É o primeiro da vida dele! E eu, como madrinha, queria oferecer-lhe uma coisa que ele pudesse guardar e recordar em qualquer ano da vida dele. Gostava de lhe dar algo com significado e à qual ele achasse piada e guardasse carinho para o resto da vida.
Mas não sei o quê? E é aqui que vocês me podem ajudar. Por favor, tenham ideias e partilhem-nas comigo. Please!!!


Obrigada a todos.


Regalem-se com a foto. Está lindo ou não está?

domingo, 15 de Novembro de 2009



A vida não corre sempre como esperamos.


Ainda não tive tempo, nem vontade de encarnar de novo a Bianca e enterrá-la de vez. Em resposta ao comentário do post anterior: a Bianca nunca imperou aqui. Neste corpo e nesta vida, quem se faz presente é a whity. Bianca é o nome daquela que apenas se faz presente nos momentos sem interesse e sem vida, momentos entregues apenas a prazeres efémeros e fúteis.


A Princesa está aqui e sente-se como tal. As sombras vão passando aos poucos a fazer parte de um passado remoto. Tudo o que passou parece ter-me trazido a um presente muito mais colorido do que aquilo que eu achava estar-me destinado. Os sorrisos multiplicam-se e quem sou tem mais para dar do que simplesmente memórias más.


Tenho a quem agradecer esta entrada gloriosa do sol na minha vida. Mas a Ele agradeço em sede própria. :)

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009


A Bianca ainda não desapareceu, mas foi por boas razões. Eu estive ocupada e, por isso, não pude trazê-la ao de cima e revelar-se. As respostas às vossas questões serão, portanto, publicadas mal seja possível. Já não falta muito...

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Adeus da Bianca

A Bianca surgiu pela primeira vez, quando eu (whity) tinha 16 anos, ainda que de forma muito residual. A partir daí foi surgindo sempre que a bebida se misturava com um entusiasmo demasiado grande para ser processado por mim. A Bianca resulta da retirada de todas as inibições possíveis que eu imponho a mim própria e que me torna eu e tem apenas uma coisa em mente: a satisfação da necessidade mais básica e instintiva num ser humano. Por isso mesmo, a Bianca não é muito esquisita na escolha de companhia, nem pensa nas consequências. A Bianca surge de repente e faz questão de se mostrar presente e no controlo. Gosta de provocar situações que para a maioria das pessoas é constrangedoras e não tem papos na língua também. Diz o que eu penso e o que ela pensa, como se fossem a mesma coisa. E não sabe lidar com o que eu sinto, pelo que faz por transparecer qualquer tipo de ódio ou raiva que eu possa ter acumulada, mas de forma desajustada e insensata.


Porque todas as memórias que a Bianca traz são enevoadas, indefinidas. Não são o tipo de memórias que eu queira guardar, nem sequer me orgulho delas. A Bianca já me trouxe problemas antes e não compensou com coisas positivas. Até pode ser que a existência dela seja positiva, no sentido de libertação de fantasias e loucuras que eu sóbria não ouso fazer. Isso não garante que no futuro as consequências possam ser demasiado graves para serem ultrapassadas.


E, por tudo isto, a festa acaba aqui. A Bianca vai retirar-se de vez. E a última vez que existirá será para deixar algo que eu espero ser positivo. Até ao dia 5 de Novembro, deixem as vossas questões como comentário a este post. Eu suponho que ela vá responder a tudo, visto que não tem papas na língua, por isso, perguntem qualquer coisa que vos intrigue, conselhos de engate, o que for. As respostas irão ser publicadas dia 6 de Novembro. Aproveitem agora, porque não terão outra oportunidade.

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Eu estou a divertir-me imenso com o que faço, neste momento. Estou a viver o momento, sem pensar muito no dia de amanhã. Cumpro os meus horários, faço as minhas coisas, mas essencialmente divirto-me muito. Estou com as minhas amigas e amigos, rio-me imenso, até danço! Tenho o sorriso aberto até nem sei onde, estou de bem com a minha auto-estima e consigo sentir-me sexy. Tem sido bom ouvir os problemas dos outros, não porque acho que seja bom que os outros tenham problmeas, mas porque não sou eu a falar dos meus. Quem está comigo sabe que estou a gostar do estágio, que estou contente por ter feito a escolha certa na área e que corresponde às minhas expectativas. Quem tem estado comigo, tem-me visto rir das minhas asneiras, porque têm sido inofensivas.


Mas não estou feliz. Não pensem que um sorriso transparece felicidade ou bem-estar. Não estou a lutar por ser quem eu desejava ser. Não estou a sê-lo, nem de perto, nem de longe.

Sei que talvez seja uma fase, que é óptimo para ultrapassar as coisas neste momento e que daqui a uns tempos eu hei-de acalmar e voltarei a ficar serena e hei-de mostrar de novo aquela faceta mais madura que ganhei com isto tudo. A ver vamos...

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Coisas que fazem rir, mas que não têm piada nenhuma

Acho que nunca, na história deste blog, escrevi dois posts no mesmo dia. Mas, no seguimento do post anterior, tenho de colocar uma piada que acabei de dizer a uma amiga e que é, de facto, ainda que exasperadamente ridículo, uma verdade nos dias que correm.

- O que faz uma pessoa pobre para emagrecer?
- Deixa de receber o Subsídio de Reinserção Social.

Triste o Portugal em que nasceu o meu sobrinho.

Coisas de outros



ou

?

Como prometi há uns tempos atrás, vou falar-vos de mais um dos blogs que publicito aqui do lado direito do meu. Desta feita, falar-vos-ei do Caminhante Peregrino. A sua auto-apresentação resume-se a:

"A alma tem mil encruzulhadas, e todos esses caminhos se cruzam na formação de um indivíduo. As ideias de cada um constroem não apenas esse indivíduo, mas também o mundo que o envolve, numa interacção constante Homem-Natureza, impossível de findar...".

Ora, o objectivo deste blog é exactamente difundir ideias. Mas não as ideias comuns do homem que assiste aos acontecimentos como um espectador, como um mero alvo de tudo o que é manipulação de informação. Aqui, a manipulação é feita no sentido inverso.

E se tudo o que vês na televisão, que ouves na rádio, que lês nos jornais, que ouves nas conversas, fosse além disso? E se o cheiro a podre que sentes no ar for mesmo a degradação da inteligência humana, da degeneração do que já foi a liberdade e é agora ilusão de uns pobres aspirantes a mais do que sombras de Platão? E se as teorias da conspiração não forem apenas isso e algumas até fizerem sentido? E se a conspiração existir mesmo e for contra a tua liberdade? Não gostarias de pensar «Ao menos fui avisado», quando sentires as correias a apertarem-te o cérebro e o teu pensamento se começar a perder na mancha suja de todos os pensamentos cinzentos de todos os homens como se fossem um? Não gostarias ao menos de ter sentido, ainda que por momentos, alguma cor distinta dessa massa cinzenta dentro do teu próprio crânio?

É aqui que se acende um rastilho leve de liberdade. Aqui tens uma alternativa ao pensar comum dos homens de quem nunca ninguém se vai lembrar. Aqui tens uma alternativa ao pensamento dos seguidores. Experimenta e quem sabe talvez te libertes. Vale a pena o risco!

Coisas de que nunca ouviste falar. Coisas de que já ouviste falar, mas que nunca te explicaram. Coisas que não percebes e que aqui entendes. Coisas que parecem retiradas de filmes sobre a II Guerra Mundial, directamente do pensamento de Hitler, e que afinal acontecem hoje e aqui. Coisas que devias saber e que escondem de ti. Coisas que não dizem respeito só aos outros, mas a ti também. Aliás, tu és o principal responsável pela tua liberdade. Não a entregues nas mãos de outros. Lê aqui!

Mais vale uma pessoa escandalizada, mas consciente, do que um pateta alegre!


Tenho mesmo de ressalvar algumas frases brilhantes que deviam ser do senso comum, mas que a maioria das pessoas não tem como consciente. Aqui ficam exemplos:

"... quem deve governar as nossas vidas somos nós, e que cada um deve suportar individualmente as consequências das suas escolhas."

"Da liberdade nasce a criatividade, da necessidade nasce a iniciativa, do investimento pessoal nasce a prosperidade."

"O problema é que não conhecemos o passado, apenas a versão que nos contam, e essa é incompleta, pois somos sempre considerados, enquanto estudantes, demasiado limitados para compreender todas as perspectivas de um acontecimento."

"A hipocrisia está em níveis demasiado altos para que o meu sentido de decência tolere que escreva mais... mais... mais... propaganda, vá!"

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Gata Assanhada

Sim, a Gata Assanhada veio para ficar. Tem todo o tipo de coisas para dizer e mistura as coisas que tanto eu como o meu alterego, a Bianca, temos para dizer sobre mulheres, homens e relações entre os humanos. É vergonhoso, sempre escrito com raiva, sedução ou sarcasmo. Por isso, leiam com precaução.
Tenho 24 anos. Eu disse que estes seriam tão divertidos como os meus 20 anos. É incrível como numa questão de anos as pessoas podem passar a ver a realidade de forma tão diferente.

Este ano está a ser, sem dúvida, diferente dos últimos dois. Melhor? Não sei. As pessoas ainda me confundem muito. Erramos muito e sobrevivemos a isso. Os filmes não são retratos da realidade. São ilusões impossíveis daquilo que gostaríamos que fosse. As pessoas portam-se muito bem nos filmes. Na realidade, as pessoas andam sempre confusas. O corpo leva a avante sobre a mente demasiadas vezes e, quanto ao coração, às vezes duvido que até exista. Amamos a família e amamos os amigos. Os outros são instrumentos de prazer maquiavélico. As pessoas gostam mesmo de se pôr em frente ao comboio e ser arrematadas por ele. Sabem que vai doer, mas não conseguem fugir de o fazer. E depois nem dói assim tanto. As pessoas sofrem como doidas por uns dias e depois ultrapassam, dizem que aprenderam com tudo aquilo e voltam exactamente ao mesmo.

Se calhar estou muito céptica hoje. Se calhar é da mini ressaca. Ou talvez eu tenha mesmo razão. E, se tenho, é muito triste. Não só não queria fazer parte deste mundo caótico de insensíveis, como gostaria de não ser uma deles. As pessoas seriam muito mais felizes se se entregassem ao que sentem, se ouvissem exactamente o que as outras pessoas dizem, se ligassem mais aos sentimentos e menos aos instintos...

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Barack Obama recebeu o Prémio Nobel da Paz.

Esta frase devia causar terror ao mundo. A minha geração não sabe, mas antes da II Grande Guerra muitos dos valores nos quais se baseou a acção de Hitler eram apoiados pela grande parte do mundo político ocidental. Não se admirem, portanto, se daqui a uns poucos anos esteja o mundo escandalizado por acções tão vis e perversas.

É revoltante ver ser distinguido um homem tão mesquinho e inútil para o bem da Humanidade, pelo mesmo prémio que homens e mulheres que de facto ofereceram a sua vida em prol de uma causa justa, sincera e maior. Não é a primeira vez que um nome nojento entra na lista dos lutadores da paz. Nelson Mandela, Yasser Arafat, entre muitos outros, foram homens de guerra, de mortos e de exército. Nem vou comentar o ridículo que se tornou este "Prémio Nobel" ao ser entregue a Al Gore por algo que, além de não estar provado, não está minimamente relacionado com a paz.

Homens que não precisavam de ser misturados com qualquer ralé e que do dito "Prémio" não ganharam nada, porque a sua luta não se fazia desonesta foram Santa Madre Teresa de Calcutá, João Paulo II (que merecia o prémio e nunca o recebeu), Mahatma Gandhi, Martin Luther King Jr, o actual Dalai Lama, Irena Sendler (que foi proposta no mesmo ano que o Al Gore!), o português Aristídes de Souza Mendes... Estas pessoas não feriram uma única pessoa no decorrer da sua luta. Não foi derramado uma única gota de sangue que tenha sido ordenada pela sua boca. Lutaram com paz.

Para mim, o dito "Prémio" Nobel da Paz não representa em nada o nome que lhe é dado. Segue a influência baixa e mesquinha da política internacional. Deixa-se influenciar por propagandas de marketing fáceis, que elevam aos olhos dos burros o maior deles. Mais nada.

O mundo está podre, mas não está perdido. Enquanto houver no meio de nós quem distinga perfeitamente entre o trigo e o joio, há esperança. Valha-nos Deus!

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009


Não depende de nós melhorarmos quando estamos em baixo. Pelo menos, não depende só de nós. O tempo, as circunstâncias, a ajuda de quem nos rodeia são decisivos para "sair do buraco". Mais importante do que isso, a presença de Deus, ao longo de todo este tempo, foi fundamental para poder ir colocando cor na minha vida. Vai devagar, devagarinho.


Porque hei-de ter vergonha se não desisti?

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009


Hoje é o Dia Mundial da Música. Mas hoje foi também um dia de luto para amigos meus muito especiais. Por isso, aqui fica música, bela e simples, como quem recordamos hoje.



http://www.youtube.com/watch?v=HvMX2ecU0P0

quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

A vida tem a tendência perigosa e triste de nos afastar das pessoas, consoante o tempo avança e as nossas escolhas são tomadas. Porém, temos sempre a opção de contrariar essa tendência e revermos pessoas fantásticas que atravessaram o nosso caminho e nos deram o prazer de se dar a conhecer.

É até bastante útil para nós revermo-nos pelos olhos dos outros. É uma oportunidade para avaliarmos a nossa evolução ao longo do tempo, para nos apercebermos de quanto mudaram as nossas prioridades, objectivos e características. Ninguém melhor que pessoas do passado e que se tornam de novo presente para nos permitirem essa auto-reflexão.

Ontem e desde há algum tempo, graças a acontecimentos muito felizes, eu e uns amigos de turma, ainda do tempo do secundário, partilhámos momentos de risadas brutais propiciadas por memórias de tempos idos e perdidos. Ontem conseguimos juntar-nos cinco. É um feito, acreditem.

Depois de tanto tempo e mesmo já tendo revivido vários momentos do passado, continuamos a ter assunto sobre o qual opinar, designadamente as relações entre homens e mulheres. Como disse o Daniel, é positivo o insight que fazemos acerca do sexo oposto, partilhando sem inibições as experiências (principalmente as negativas) que este tipo de interacções nos permite acumular.

Para a próxima, temos de experimentar falar de experiências mais positivas. Também as há, graças a Deus!

Post Scriptum - Sim, Marta, o smile é este porque me faz lembrar de ti. :) Não é tão giro?

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Coisas de Estágio

É com grande contentamento que me encontro inscrita no 5º e último ano de Mestrado. A barreira que me separa do mercado de trabalho começa a ficar cada vez mais ténue, o que faz subir as expectativas e a ansiedade. Nada que me pare ou retire força. Cada dia descubro coisas novas nos outros, no contexto e, principalmente, em mim.

Já havia discutido isto com muitas pessoas e a verdade é que os resultados são efectivamente positivos. A construção de uma máscara profissional, indistinta e impessoal faz com que as pessoas se mantenham a uma certa distência segura, o que me permite "ser" apenas o trabalho que realizo, sem que ninguém tenha acesso ao meu self pessoal/íntimo. No final, o objectivo é evitar problemas que advêm de relações (que poderiam vir a tornar-se) mais próximas e a criação de uma personalidade restritamente profissional, cujas características de personalidade se limitam a utilidades para o mundo do trabalho.

Ninguém me pode julgar para além do produto do meu trabalho e da minha conduta profissional. Abstenho-me de comentar assuntos que não estejam relacionados com trabalho e, mesmo marcações sarcásticas (as quais não posso mesmo evitar) limitam-se a simples e discretos sorrisos e esgares.

Trabalhar num mundo ocupado maioritariamente por mulheres pode ser complicado. Já toda a gente sabe isso. Mais fácil se torna se esta distância se mantiver firmemente. Pode parecer um pouco cínico ou falso. Não o considero. Quando muito será pouco revelador sobre mim. Mas o objectivo é esse mesmo.

A verdade é que me considero respeitada e a minha opinião é levada em conta. E mais, se tudo o que eu fizer se limitar a assuntos profissionais, ninguém esperará mais de mim, nem mo pode exigir. Mas se o fizer, nesses campos, a minha participação é ainda mais considerada, pela pertinência que assumem na minha intervenção. Tenho já experiências que o comprovam.

Ao mesmo tempo que me difundo na paisagem de executivos que me rodeiam, destaco-me pelo profissionalismo que espero transmitir. Penso que isso não será muito difícil, visto que a área me agrada, de facto. A partir de agora, posso explorar mais profundamente a área, mais certa da minha escolha dentro da Psicologia.

Sei que é uma descrição um pouco fria do que se tem passado. Mas estou imbuída pelo espírito profissional. Saí agora mesmo de uma reunião que me deu imenso sono e esperam-me páginas e páginas de leitura para o resto do dia. Não peçam que me desmascare. Fica para uma próxima.

Post Scriptum - Não pensem que a minha máscara trabalhadora não me transparece. Quem me conhece consegue ver-me em mim. Faço questão que a minha imagem se mantenha com aquele toque sexy que me caracteriza. :P

domingo, 20 de Setembro de 2009


Gravity


Something always brings me back to you.

It never takes too long.

No matter what I say or do I'll still feel you here

'til the moment I'm gone.


You hold me without touch.

You keep me without chains.

I never wanted anything so much

than to drown in your love and not feel your reign.


Set me free, leave me be.

I don't want to fall another moment into your gravity.

Here I am and I stand so tall,

just the way I'm supposed to be.

But you're on to me and all over me.


You loved me 'cause I'm fragile.

When I thought that I was strong.

But you touch me for a little while

and all my fragile strength is gone.


Refrão


I live here on my knees as I try to make you see

that you're everything I think I need here on the ground.

But you're neither friend nor foe though I can't seem to let you go.

The one thing that I still know is that you're keeping me down.
Something always brings me back to you
It never takes too long...

quinta-feira, 17 de Setembro de 2009


Toda a gente merece rir de vez em quando. E tendo em conta o momento de precaridade que se vive no mundo do trabalho, especialmente para quem optou por enveredar pelo Ensino Superior, este mail que recebi faz com que nos lembremos que as nossas qualificações devem ser levadas em conta, sem exageros para nenhum dos lados. Parabéns ao autor. Divirtam-se.

No site de emprego Carga de Trabalhos, está o seguinte anuncio de uma empresa que está a aceitar candidaturas para estágio na área de Design.

Requisitos Académicos: Finalista ou recém-licenciada(o) em Design

Competências pessoais :
· Poder de comunicação;
· Iniciativa;
· Auto-motivação;
· Orientação para resultados;
· Capacidade de planeamento e organização;
· Criatividade.

Competências técnicas: Conhecimentos nos seguintes programas/linguagens® Adobe Photoshop,® InDesign,® Illustrator (FreeHand e Corel Draw) Flash,® Dreamweaver,® Premiere,® AfterEffects,® SoundBooth,® SoundForge,® AutoCad,® 3D StudioMax® HTML (basic),® ActionScript 2.0 (basic),® CSS,® XML.

Remuneração: Estágio Remunerado

Duração: 6 meses, com possibilidade de integração na equipa


Portanto, e resumindo, esta empresa quer um recém licenciado que saiba de origem 13 softwares e 4 linguagens de programação. Isto é o país em que vivemos.

Não me ficando atrás perante este anúncio, decidi responder no mesmo estilo. Eis o que lhes respondi:


Boa noite,

Estou a entrar em contacto para responder ao anúncio colocado no siteCarga de Trabalhos para a posição de estagiário em Design. Chamo-me YYYYYY, tenho ZZ anos e sou um recém licenciado em Design de Equipamento (Fac. Belas Artes de Lisboa).

Sou extremamente comunicativo, transbordo iniciativa e auto-motivação. Estou constantemente orientado para os objectivos como uma bússola para o Norte (magnético). Sou mais planeado e organizado que o Secretário de Estado de Planeamento e Organização e sou um diamante da criatividade, como já devem ter percebido e como vão poder comprovar nas próximas linhas.

Quanto aos conhecimentos técnicos, sou um mestre em Adobe Photoshop; conheço o InDesign por dentro e por fora; o Illustrator, Freehand, Corel e o Flash são os meus brinquedos do dia-a-dia. Faço o que quiser com eles. Nem me ponham a falar do Dreamweaver. Até de olhos fechados... Premiere... até sonho com ele! AfterEffects tem um lugar especial no meu coração. Faço umas coisas bem maradas com o SoundBooth e o SoundForge. Com o Autocad e o 3d Studio Max até vos faço duvidar dos vossos próprios olhos. Html, Action Script 2.0, CSS e XML são as linguagens do meu dia-a-dia.

Mas sejamos francos, qualquer estudante de 1º ano sabe de cor e salteado qualquer um destes 13 softwares e 4 linguagens de programação... Eu sou um recém finalista. E como tal tenho muito mais para oferecer. Tenho conhecimentos de Cinema 4D, Maya, Blender, Sketch Up e Paint ao nível de guru. Tenho conhecimentos mega-avançados de C+, C, C++, C+ ou -, Java, JavaScript, Ruby on Rails, Ruby on Skates, MySQL, YourSQL, Everyone's SQL, Action Script 3.0, Drama Script 3.0, Comedy Strip 3.0 e Strip Tease 2.5, Vanish Oxi Action, Oracle, Sonasol, XHTML, Ajax, Batman e VisualBasic. Conheço o Office todo de trás para frente, assim como o Microsoft WC. Domino o Flex ao nível do Bill Gates e mexo no Final Cut Pro melhor que o Steven Spielberg.

Tenho ainda conhecimentos de grande amplitude em 4 softwares que estão a ser desenvolvidos por grandes marcas e também de 3 outros softwares que ainda não foram inventados. Falo 17 línguas, 5 das quais já estão mortas e 6 dialectos de povos indígenas por descobrir.

Com estes conhecimentos todos estou super interessado num estágio, porque acho que ainda tenho muito para aprender e experiência para ganhar. Espero que ao fim de 6 meses tenha estofo suficiente para poder fazer parte da vossa equipa e quem sabe, liderá-la.

Fico ansiosamente à espera de uma resposta vossa, embora tenha uma oportunidade de emprego na NASA e outra no CERN. Espero mesmo poder fazer parte da vossa equipa.


Cumprimentos,

YYYYYY.

terça-feira, 15 de Setembro de 2009

actriz amadora
de escola de rua mas sempre actriz
por que está na alma
porque está no sangue
dizer as palavras como se fossem mentiras
transformá-las em sonho
fazê-las fantasia

Lee de Çaq



Inspirada pelas comemorações dos 120 anos do nascimento de Fernando Pessoa, a "Máquina de Nuvens" apresentou ontem, pelas 21h30, "Dramatis Personae", naquela que é a sua casa, a Escola Secundária Filipa de Vilhena.

O filme "é apenas mais um olhar" sobre o poeta, a sua escrita e o jogo quase esquizofrénico dos heterónimos mais conhecidos do grande público - Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis. Todas as outras figuras que escreveram pela mão de Pessoa estão também presentes em segundo plano.

Valeu a pena o trabalho, o esforço e o empenho dos actores, produtores e outros ajudantes. Mas há que ressalvar o trabalho excepcional de Joana Soares, que passou o Verão a trabalhar arduamente num trabalho do qual não gosta (ainda!).

Lindíssimo também o cartaz e, por isso, aqui fica para que todos se deleitem com o seu belíssimo trabalho de design.



Post Scriptum - Caso venham a acontecer exibições posteriores do filme, fica a promessa de que avisarei com antecedência.

sábado, 12 de Setembro de 2009

Antes que seja tarde

Amigo,

tu que choras uma angústia qualquer
e falas de coisas mansas como o luar

e paradas
como as águas de um lago adormecido,
acorda!
Deixa de vez
as margens do regato solitário
onde te miras
como se fosse a tua namorada.
Abandona o jardim sem flores
desse país inventado
onde tu és o único habitante.
Deixa os desejos sem rumo
de barco ao deus-dará
e esse ar de renúncia
às coisas do mundo.
Acorda, amigo,
liberta-te dessa paz podre de milagre
que existe
apenas na tua imaginação.
Abre os olhos e olha
abre os braços e luta!

Amigo,

antes de a morte vir

nasce de vez para a vida.


Manuel da Fonseca



Há obras de arte que nos fazem perceber como de facto o amor deve ser. Um poema que nos diz que devemos acordar para a vida e vivê-la intensamente, seja luta ou prazer. Ou um filme que nos demonstra nos olhos de uma personagem ou pela realização de uma perda irremediável.


O filme "Love and Prejudice" mostra o amor pelos olhos de um homem torturado por uma sensação completamente nova e inesperada que consome todas as instâncias da vida. Mostra como uma mulher deve ser tratada e como a arrogância nos afasta de quem nos procura com insegurança.


O filme "Paited Veil" mostra como um erro não destrói necessariamente todas as hipóteses de um amor verdadeiro, daqueles que cresce com o tempo, que ultrapassa as primeiras, segundas e demais aparências. Mostra como o amor pode cavalheiro, persistente, insistente, espontâneo, bruto e desesperante, sem nunca desistir, sem nunca morrer. Mostra como as segundas oportunidades devem ser concedidas e aproveitadas.


É pena não podermos apreciar a nossa vida como um filme. Aperceber-nos-íamos de muitos mais pormenores, sentimentos, ilusões, ... A vida seria definitivamente mais fácil e divertida. But then again, perderíamos a emoção, a liberdade de escolher.


Não vou tirar nenhuma conclusão espectacular. Não que ela não exista. Mas simplesmente porque é óbvia.

sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Gata Assanhada


Homens, por mais forte que uma mulher vos pareça, não assumam que ela consegue lidar com tudo. O coração de uma mulher é frágil e delicado. Se o partirem, qualquer reacção que ela tenha é menor do que o que ela de facto está a sentir. Não lhe dêem esperanças, não façam crescer expectativas que saibam não poder cumprir. Uma vez destruídas, essas expectativas transformam-se numa angústia demasiado forte para suportar. Ainda assim, ela consegue calar os gritos de desespero que exigem que ela se ame e se valorize, e calcando-os, ela tenta que vocês vejam para além do óbvio e abocanhem a cobardia que vos consome e assumam.


Eu gostava, pela primeira vez na minha vida, ver com os meus olhos um homem a lutar por uma mulher que se mostra obviamente interessada. Já basta que praticamente seja preciso um desenho para mostrar o caminho, o que já é suficientemente difícil para uma mulher que sonhe com um Homem.

E se uma mulher se revolta e mostra em pedaços mínimos aquilo que sente, então é mais do que aceitável que o faça. O mínimo que um homem (não Homem) pode fazer é respeitar essa expressão de raiva ou amargura da parte dela, já que ela lhe permite falar-lhe depois de tudo.

Nem todas as mulheres sabem do que estou a falar. Só me interessam as que entendem. Nem todos os homens percebem do que estou a falar. O alvo são esses mesmos. "Quem tiver ouvidos, que ouça"!

Já vi um monte de comédias românticas a abordarem o assunto. A verdade é que no fim, a única certeza é a fragilidade do coração feminino. As mulheres conseguem ser doces, carinhosas e suaves. É o que lhes dá essas qualidades que as torna tão frágeis. Quando uma mulher abre o coração e vos olha nos olhos com aquela doçura que só pode vir dos olhos de uma mulher, sejam Homens. Se não sentem nada por elas sejam sinceros. Vai doer, mas passa. Mas não se acobardem se aquele olhar tiver efeito em vocês. Caso contrário, o mesmo coração exposto é ferido. Dói mil vezes mais.



Vejam "He's just not really that into you" ou o "The ugly truth" com muita atenção. Há uma passagem do segundo, em particular, na qual o olhar que vos fala é bem visível e, na mesma cena (do corredor) podem ver como ela em poucas palavras diz aquilo que eu tento dizer em muitas aqui.
Nunca é tarde para curar o coração de uma mulher. Pode é demorar um pouco mais do que o que desejavam. Não é por isso que não se deve tentar. Isto, claro, se se tratar de uma Mulher.

Para todas as Mulheres, aqui fica uma flor. Que ao menos nós nos valorizemos!

segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Este fim-de-semana fomos passsear até Póvoa Dão, uma aldeia reconstruída no interior, perto de Viseu. A paisagem é lindíssima, as condições são excelentes e os preços estão acessíveis ao bolso.

A piscina esteve sempre à nossa disposição e vazia, o que nos deu imenso espaço para brincarmos como se tivessemos 5 anos de novo.

No final, não há assim grandes histórias para contar. Ficou para a memória um fim-de-semana de diversão, muita sorna, muita água e muito riso. hehe

Para quem não foi, azar!


O que nos levou a ir a Póvoa Dão foi o aniversário do meu irmão, que apenas o celebra hoje. Por isso, muitos parabéns cabeça-dura. Mandem-lhe os parabéns que ele gosta. Parabéns Edgar!!!!

terça-feira, 18 de Agosto de 2009

Coisas de livros

Não ando a respeitar o meu próprio sistema de catalogação dos post, mas isso vai mudar. A partir de agora, organizarei melhor o conteúdo daquilo que me aprouver dissertar.

Hoje, como podem ver pelo título, falarei de um livro. "Diário de Jack, o Estripador" é arrepiante. Ontem, em casa do meu irmão, estava aborrecida e comecei sem grande interesse a espreitar as prateleiras de livros. Pensei na saudade imensa que tinha de simplesmente ler um livro, porque sim.

O livro em si é a história de uma investigação de fundo para validar o diário oferecido a um homem que nada tinha a ver com a história de Jack, o Estripador. No final, estão reproduzidas, na íntegra, os pensamentos perturbados que o autor compulsivamente registou ao longo daquilo que chamou "campanha" para se vingar da mulher.

Para além de ser uma investigação que torna bastante plausível a possibilidade de o diário ser verdadeiro, a obra mostra o quão a vida pode ser irónica, tendo em conta a tragédia que se desencadeia à volta da vida e morte de Maybrick. Muitos se queixam da sensação de destruir tudo quanto tocam. Este homem pode vivê-lo com uma intensidade horripilante. É brutal a forma como tudo simplesmente se desmorona após a sua morte, para todos os que consigo estavam relacionados.
Aconselho o livro a todos os que se interessam pelo interessante. Mas cuidado se têm dificuldades em lidar com terror. Tendo em conta, que os factos podem ser verdadeiros e, assim sendo, que os pensamentos por trás destes podem ter sido mesmo os escritos por este homem, é natural se sentirem um certo receio de sair à rua depois de ler estas páginas.

A forma como está construído é extremamente cativante e envolvente. Acredito que não vão arrepender-se de o ler. Mas depois deixem aqui a vossa opinião.

domingo, 16 de Agosto de 2009

Todos temos medo do que não conhecemos. O que nos distingue é o que fazemos perante o medo: se fugimos, se paralizamos ou se enfrentamos.

Há muito de que duvido, sobre o qual me questiono. Mas não sobre isto: a saída mais fácil nunca é a certa.

Mas o que é suposto fazer quando não és tu quem tem medo? Não podes convencer ninguém a crescer, a evoluir, a enfrentar-se. O que fazes quando te tiram a escolha? Quando a escolha não é tua? Quando a tua escolha não pode concretizar-se por causa da escolha de outro?

terça-feira, 11 de Agosto de 2009

Sobre sexta-feira não há muitas coisas para contar. O dia começou tarde graças à noitada do dia anterior. Moles pelo cansaço, deixámos que o dia se passasse lentamente aproveitando todos os tempos para conversar e descansar.

Ainda assim, visitámos o Vasco da Gama e as suas lojas e parte do Parque das Nações. Este é um lugar agradável para passear. Os bancos azuis e brancos oferecem um bom lugar de contemplação do espaço e o espaço à volta faz recordar 1998…

Aproveitámos o dia para ir também à periferia, mais especificamente a Póvoa de Santa Iria, de onde são o Carlos e o Luís. Ficámos a conhecer o famoso estúdio 8 e algumas das suas histórias.

Como já disse, o dia passou-se calmo. Pelo fim da tarde perdemo-nos em conversa solta e risinhos por tudo e por nada até adormecermos.

No sábado, o dia teve outro sabor. O acordar foi cedo (para férias). O arranjo matinal foi prolongado, como merece qualquer senhora. Depois, descemos à baixa da cidade.

Apenas eu e a Ana começámos no Chiado (que é onde pára o metro) e aproveitámos para cumprimentar Pessoa seis anos depois da última vez. Saudades de ser adolescente, da viagem do 12º ano e dos colegas.

Depois, fomos mais práticas. Decidimo-nos a arranjar um mapa que nos guiasse pelo caminho. Para isso precisávamos de um posto de turismo e isso mostrou-se mais complicado do que parecia. Olhámos em volta e qual não foi a surpresa quando todas as pessoas à nossa volta tinham cada uma um mapa seu e muitas duvidas também. Nenhum nativo se notava nas redondezas. Mais cómico ainda se tornou, quando ao atravessarmos a rua, notámos que as outras pessoas olhavam confusas sem saber se já deviam ou não fazê-lo também. Tentámos mostrar-lhes que sim, mas eles decidiram fazê-lo apenas quando o sinal já estava vermelho…

Graças às informações que a Pippa nos haviam recolhido da net, sabíamos mais ou menos localizar alguns dos pontos de turismo de que precisávamos. Descemos até à Praça do Comércio e conseguimos um mapa de borla (muito à minha maneira :P). Tendo em conta, alguns pontos de interesse que já havíamos pesquisado, planeamos por alto o percurso a fazer e decidimos contemplar um pouco das redondezas antes do almoço. Por isso, passámos pelo Arco do Triunfo e admirámos a sua beleza e austeridade. Percorremos com prazer as ruas da Baixa Pombalina admirando o esforço dos habitantes de Lisboa no tempo do terramoto de 1755 para reconstruírem o seu lar com tanta beleza.

Desviámos, depois, para o Carmo. As ruínas do que não foi possível reconstruir mostram bem o impacto do terramoto nos edifícios da cidade. Uma curiosidade que essa praceta nos ofereceu foi uma pequena homenagem a Salgueiro Maia.

Muitas pessoas sabem que penso que o 25 de Abril de 74 não trouxe o que proclamam e que as coisas mais importantes continuam na mão dos de sempre. Mas sempre admirei a coragem que aqueles membros das Forças Armadas tiveram para sozinhos, sem promessas de nada e com muitos riscos, tomarem a iniciativa de lutar por algo que pensavam ter-lhes sido roubado: a Liberdade. Mas isso são assuntos para outras conversas…

Almoçámos pelos Armazéns do Chiado, como há seis anos e conversámos um pouco. Saímos, depois, cheias de energia para passear e descobrir Lisboa. Decidimos começar pela Sé. O caminho pareceu mais longo do que na realidade porque o mapa, embora muito útil, não era muito exacto. A imponência da Sé Catedral de Lisboa é inegável, ainda mais quando ficamos a saber que começou a ser construída em 1150 por D. Afonso Henriques e que já foi devastada por quatro terramotos. Muito triste e desolador é entrar e encarar a hipocrisia que lá dentro se pratica. Depois de lembrarem as pessoas de que se trata de um local de oração, fecham parte da Igreja ao olhar das pessoas e montam, não uma, mas duas bancas de negócio dentro desse mesmo local de oração. O mesmo motivo que fez Cristo revoltar-se e destruir o templo de Jerusalém, fez-nos ficar enjoadas com tamanha parvoíce.
Pelo plano traçado no Terreiro do Paço, seguimos para as Portas do Sol. E que boa surpresa! Não só é um miradouro fantástico para o toque entre a cidade e o rio, como também é um lugar recheadinho de romance e História. Antes de chegar ao miradouro, duas pérgolas muito bonitas se estendem ao sol em conjunto com um bonito jardim. Um painel em azulejo, sem manutenção ou cuidado nenhum, mas ainda assim muito bonito, está ao fundo do jardim, e do outro lado fica uma pequena igreja, pertencente à Ordem de Malta, antigamente constituinte dos Templários. Debaixo desta, pedra sobre pedra, ergue-se o que já foi um ponto de entrada na muralha da cidade. A sua construção começa nos visigodos, estende-se pelos muçulmanos e pelos portugueses. Sendo parcialmente destruída pelas batalhas, de novo, voltava a ser erguida. As suas pedras representam a História de Portugal na sua essência e isso sente-se ao tocá-las.
Subindo a pique até ao Castelo de São Jorge, notámos a Lisboa bairrista, das casas pequenas e viradas umas para as outras, com os seus pequenos jardins e ruas apertadas e o seu distinto carisma.

O Castelo apresenta-se com uma Porta mandada erguer por D. Maria II. Há que reconhecê-lo: os reinados de rainhas são sempre distintos e positivos. O valor das mulheres de poder ao longo da História mostra que o poder feminino se distingue pela positiva e deixa marca em qualquer país em que aconteça. A desilusão chega quando se tem de pagar a entrada. Percebo que sejam muitos os gastos que decorrem da manutenção dos monumentos. Percebo que se aproveite o seu valor para chamar a atenção dos turistas. Mas há monumentos que devem ser contemplados, que os cidadãos de um país devem conhecer. Um deles é a casa onde habitaram durante séculos as famílias reais portuguesas, o lugar onde se protegia a nacionalidade portuguesa.
Ainda assim, a teimosia fez-nos apreciar o que podíamos, de fora para dentro. E vimos a sobreposição de pedras, oriundas desde o tempo dos fenícios até hoje. Sim, porque ainda hoje se reconstrói o Castelo de São Jorge. E quem vê o Castelo de fora, pode descobri-lo na exploração arqueológica que se está por lá a fazer. Ficam como pormenores engraçados o habitante vigilante da casa “1ª” (como se apresenta), parte da muralha do Castelo, e o “chefe de cozinha” que nos observou (não é Ana?). Esta fica só para nós. :)

Lá pelo meio das casinhas, a caminho de mais um lugar, descobrimos o Pátio do Carrasco. Senti-me uma criança ao entrar no Pátio. Para mim, um pátio era, até então, uma cena de filme muito antigo. Agora é uma realidade mágica que ultrapassou o ecrã. Sem querer, “tropeçámos” também na casa onde nasceu Rómulo Vasco da Gama Carvalho, a.k.a. António Gedeão. Aqui fica um poema que mostra como um homem só pode valer mais sozinho do que a Humanidade.

Amostra sem valor

Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém
e se julga intangível.

Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
Sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.

Eu sei que as dimensões impiedosos da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.

Mais uma lindíssima surpresa que Lisboa nos guardou foi o Largo, a Igreja e principalmente o miradouro da Graça, que hoje homenageia Sophia de Mello Breyner Andresen, escritora do Porto, que apreciou Lisboa. Nesse miradouro lindíssimo, que espelha a cidade bairrista, estão um busto da poetisa e um dos seus trabalhos, curiosamente sobre ver Lisboa.
Mais um ponto negativo da cidade veio com as portas barradas por dinheiro da Igreja e Mosteiro de São Vicente, padroeiro de Lisboa. O mosteiro ainda se entende, mas uma Igreja deve sempre abrir-se a quem quer orar. No lado que tivemos de atravessar a seguir lia-se “A Liberdade nasce quando o Estado morre” Tanta verdade numa frase. Tantas leituras. Eu gosto da minha. Se quiserem saber qual é, perguntem-me.
Seguiu-se a Feira da Ladra que estava a fechar e, depois, o Panteão Nacional. Para além de completamente desenquadrado de tudo o que se desenhava à sua volta e de parecer apertado por entre tanta Lisboa, Decepciona-me que por entre os nomes que ali se homenageiam se encontre o de Amália Rodrigues. Não quero diminuir a importância do que fez em vida, mas muitos mais nomes se levantam muito antes do seu. E fica como exemplo sem discussão Aristides de Souza Mendes. Ninguém pode negar que o seu nome no Panteão apenas elevaria um pouco mais do valor deste monumento. Seria uma ode ao que ainda lá falta representar de Portugal: a caridade.
Na volta, vimos dois miúdos à pancada e a infeliz complacência de quem assistia. Apenas três homens intervieram e quando a polícia se anunciou, os miúdos fugiram. Mau retrato da cidade, mas que já esperávamos, infelizmente. Ficámos a conhecer também o Limoeiro que dá nome a tudo o que o rodeia: praça, rua, travessa, etc. Lindo, enorme, imponente na sua velhice e jovem nos novos ramos que despontam.

Frente à Sé, ergue-se a Igreja de Santo António. Num dos seus lados, reza o recado que D. Maria I, por consentimento do Papa Pio IV, permite a entrada na Igreja e na Casa todos quantos estiverem confessados e comungados, em qualquer dia, se assim for sua vontade. Gostei do pormenor.
No final do dia, janta e dormida. O cansaço era demais para qualquer outra coisa.

O dia seguinte era de partida. Feitas as malas, almoço no Vasco da Gama e descanso no Parque das Nações. Autocarro às 16h e chegada à casa Porto.

Agradecemos à Pippa, ao Carlos e ao Luís a atenção, o cuidado, o tecto e a companhia. Sem vocês não era possível.
Há muito, muito, muito tempo atrás ... na sexta-feira, acordámos e preparámo-nos para partir em direcção à verdadeira nação: o Porto. Aí, almoçámos e deixámos a minha avozinha aos seus afazeres.

Partimos, depois, para Santa Maria da Feira. Não sei se sabem, mas costuma haver por lá uma Feira Medieval, todos os anos, mais ou menos por esta altura. Nós fomos lá. Foi muito giro. É uma feira medieval diferente das outras. No meio dos visitantes, passeiam pessoas que parecem retiradas de outra época. Tudo à venda relembra tempos idos, de princesas e príncipes e casamentos arranjados, nos quais toda a gente era infeliz e porca. :P Toda a cidade se enche de bandeiras que indicam que ali se vive em duas épocas muito distintas.


A melhor notícia é que encontrei o espanta-espíritos que me suava aos ouvidos há imenso tempo e assim tenho um som mais agradável à porta. A Aninha também encontrou algo que lhe agradou: uma espécie de tiara de flores falsas que fazem lembrar as fadas. Sendo linda, como é, ficou ainda mais encantadora. Ao darmos a volta ao castelo encontramos actores a representar o ataque à muralha e éguas que levavam às suas costas meninos a passear. Uma delas, como que incomodada por estar a ser observada no seu descanso, virou-nos a crina traseira e urinou com força, o que fez com que nos afastássemos. Percorrendo de novo o circuito de banquinhas da Feira, provámos uns doces e uma sangria de frutos silvestres, a qual agradou bastante à Aninha.

De volta ao Porto, tirámos o Cartão Jovem (finalmente!) nos correios. A funcionária é que não parecia muito feliz por estar a trabalhar... Depois foi uma corrida para conseguirmos os bilhetes e partir para Lisboa.

A viagem foi tranquila. Tanto eu como a Aninha dormimos e descansámos, adivinhando que nessa noite pouco descanso teríamos. Fomos recebidas pela Pippa com um sorriso enorme e um abraço cheio de saudades. Depois contactámos o Carlos. Estava um lusco-fusco para o escuro e como tal ao avistar um perfil parecido com o dele gritei com entusiasmo para toda a gente ouvir: "Ei preto!!!". Não era ele. ... Ficámos a rir-nos durante algum tempo, como podem imaginar. A sorte foi o senhor não ter ouvido. Hehe

Quando nos reunimos todos (nós as duas, a Pippa, o Carlos e o Luís), começámos a pensar como seria a noite. Comprámos o jantar e a bebida :P Jantámos em casa da Pippa, na companhia de todos os aviões que por lá rasaram. Sim, o aeroporto da Portela tem de sair dali urgentemente. Depois, lançámo-nos ao Bairo Alto para nos divertirmos. A noite foi muito fixe, mas ficou negativamente marcada com o facto de nos roubarem uma garrafa de Favaios que estava praticamente cheia. Quem ficou a perder mais foi a Pippa, que estava a adorar bebê-la. Os gajos devem estar com uma diarreia tremenda com as pragas todas que lhes rogámos. Hihi

Eu sei que ele preferia que eu não contasse, mas tenho mesmo que descrever a forma como o Luís atraiu homens nessa noite. Muito mais do que nós as três juntas. Desde o momento em que nos regalámos com umas "merendinhas", até o momento em que nos sentámos para descansar no miradouro do Mostrengo, a.k.a Adamastor. Foi um excelente momento de descontracção, conversa fiada e da treta e de riso, muito riso. :P Também ficámos a conhecer a Natasha...

Como este post é um pouco comprido, vou deixar o dia de sábado para amanhã. O cansaço e as horas assim mo pedem.

Até amanhã!